Com estoques em baixa ocasionados por efeitos da pandemia do novo coronavírus, a Fundação Hemominas segue convocando voluntários para doação de todos os tipos sanguíneos. Desta vez, porém, é preciso observar além das orientações já repassadas aos doadores. Mineiros que já receberam ou irão receber doses da vacina contra a Covid-19 precisam aguardar entre dois a sete dias antes de comparecer a uma das unidades do Hemominas.

O prazo de inaptidão para doação de sangue deve ser observado após cada dose e vai depender da vacina administrada. No caso do imunizante chinês CoronoVac, o prazo é de 48 horas. Já para a AstraZeneca/Oxford, de sete dias. Para realizar a doação, é preciso estar com o comprovante de vacinação em mãos, para verificação de qual imunizante foi tomado.

Segundo o Hemominas, candidatos à doação que foram infectados pelo vírus, após diagnóstico clínico e/ou laboratorial, estão inaptos por 30 dias após completa recuperação. Aqueles que tiveram contato com pessoas que tiveram a doença não poderão doar em um período de 14 dias após o último contato feito.

Em virtude da pandemia, pessoas que apresentarem qualquer sintoma respiratório, mesmo leve, também deverão aguardar 30 dias após recuperação.

Critérios e agendamento

Além dos critérios para pessoas que já foram infectadas e vacinadas, o Hemominas também orienta para os requisitos básicos, como estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg, estar bem descansado no momento da doação, estar alimentado e apresentar documento original e oficial com foto.

Todas as doações devem ser agendadas pelo site da Fundação Hemominas ou no MG App – Cidadão. Com o agendamento, é possível evitar aglomerações para que as doações de sangue ocorram de forma segura. Consulte os endereços e horários de atendimento das unidades Hemominas em todo o Estado.

Baixa

No momento, os estoques de sangue dos tipos negativos registram uma queda média de 30% em toda a rede Hemominas, enquanto os tipos positivos estão cerca de 20% abaixo do ideal.

De acordo com a fundação, os tipos O negativo, O positivo, A negativo e A positivo têm registrado as maiores quedas. Desde o início da pandemia, uma queda média de cerca de 20% no comparecimento de doadores foi registrada em todo o Estado de Minas Gerais.

Além disso, historicamente, durante o início do ano, por conta de férias e feriados prolongados, o Hemominas enfrenta dificuldades “pois as pessoas estão envolvidas com suas programações de lazer/viagens e acabam esquecendo um pouco da doação de sangue”, segundo nota enviada pela fundação. Este ano, a pandemia é considerada como um agravante pelas restrições de circulação.

Para tentar diminuir os impactos, a Fundação Hemominas segue procedimentos de prevenção, como o uso obrigatório de máscaras, a utilização do álcool gel / líquido 70% para higienização das mãos e a reorganização das salas de espera e de coleta de sangue das unidades, garantindo um distanciamento mínimo de 1 metro entre os doadores.

“Os procedimentos são realizados por profissionais capacitados e que seguem todas as normas de proteção e prevenção, a fim de proporcionar segurança para quem doa e sangue de qualidade para o paciente”, finalizou o comunicado.

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