Restam apenas 82 vagas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), reservadas a quem contraiu a Covid-19, em Belo Horizonte. Nessa segunda-feira (25), a ocupação dos leitos usados por pacientes graves deu salto, chegando a 86% nas 585 vagas dos hospitais públicos e privados. O número é um dos principais indicadores analisados para a flexibilização das atividades econômicas na capital.

Na última sexta-feira, a taxa de UTIs ficou abaixo de 80% pela primeira vez no ano, com 79,3%. A queda, apesar de pequena, animou comerciantes que aguardavam uma possível retomada dos serviços não essenciais – como bares e lojas de roupa – ainda nesta semana. Uma reunião entre o prefeito Alexandre Kalil e infectologistas do comitê de combate à doença ocorreu nessa segunda-feira, mas a PBH não repassou detalhes do encontro.

Números da pandemia
Em meio ao aumento de pacientes na terapia intensiva, o número médio de transmissão por infectado (Rt) apareceu abaixo de 1 também pela primeira vez em 2021. Agora, o índice está em nível verde no gráfico de monitoramento da pandemia, com 0,98. Isso significa que, em média, 100 contaminados transmitem a Covid-19 para outras 98 pessoas. Em 15 de janeiro, o Rt chegou a atingir 1,09. O dado está em queda desde então.

A ocupação dos leitos de enfermaria também registrou leve recuo. Das 1.481 vagas, 64,1% estão ocupadas nas unidades de saúde de BH. No último boletim, a taxa era de 65%.

O relatório da PBH também atualizou o número de mortes provocadas pelo novo coronavírus na cidade. Desde sexta-feira, 20 óbitos foram registrados. Ao todo, 2.185 pessoas já perderam a vida após serem infectadas pela enfermidade.

Os casos confirmados subiram para 83.549 na capital. Foram 1.895 testes positivos nos últimos três dias, segundo a prefeitura. Ao todo, 76 mil pacientes já se recuperaram da Covid-19 e 4.929 seguem em acompanhamento na metrópole – seja em casa ou em hospital.

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