A campanha Janeiro Roxo, realizada durante todo este mês, reforça a importância do diagnóstico precoce da Hanseníase. Segundo o professor da Faculdade de Medicina da UFMG e dermatologista associado da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Marcelo Grossi Araújo, a maioria dos casos tem diagnóstico simples.

Os principais sintomas são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica e aparecimento de nódulos.  O tratamento é feito gratuitamente pelo SUS.

O Brasil amarga o triste índice de ser o segundo país do mundo em número de casos da doença.  Os estados que apresentam os maiores índices de novos casos são Mato Grosso, Maranhão Pará, Pernambuco, Piauí e Tocantins.

Registros

No período de 2008 a 2016, foram notificados 301.322 casos de hanseníase em todo o país, dos quais 21.666 (7,2%) eram menores de 15 anos de idade. Na última década, a cada ano, o Brasil registra cerca de 30 mil novos casos da doença.

Doença

A hanseníase é uma doença infecciosa, crônica, causada por uma bactéria – Micobacterium leprae – que afeta a pele e os nervos periféricos, em especial os da face, mãos e pés. A doença acomete pessoas nas mais diversas idades, incluindo crianças, independentemente de gênero. A progressão da doença é lenta, e seu período de incubação é prolongado e pode durar anos. A hanseníase tem cura e se tratada precocemente e de forma adequada, pode evitar as incapacidades e as sequelas.

Acompanhe a entrevista na íntegra.