Sete mil doses da vacina contra a Covid-19 serão aplicadas na população indígena que vive em aldeias de Minas. O número não é suficiente para todas as 85 comunidades do Estado e, por isso, estão sendo priorizados os mais velhos e os que têm doenças crônicas.

Os indígenas estão na primeira fase do Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, por apresentarem alta vulnerabilidade e suscetibilidade a enfermidades respiratórias agudas. 

Ao todo, 406 profissionais de saúde atuam na saúde indígena em Minas. “A escolha ocorre de acordo com a população que está exposta a um maior adoecimento”, afirma a coordenadora estadual do Programa de Imunizações da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Josianne Dias Gusmão. 

São João das Missões, no Norte de Minas, sede da aldeia Xakriabá, é a cidade que recebeu o segundo maior número de doses da CoronaVac na região, ficando atrás apenas de Montes Claros. São cerca de 10 mil doses para imunizar aproximadamente 5 mil pessoas em 34 tribos. Os indígenas correspondem a cerca de 70% da população do município.

Outro local que também recebeu a imunização é a aldeia Naô Xohã, em São Joaquim de Bicas, na região Central. Lá, no entanto, foram apenas 18 pessoas. Ãngohó Pataxó Hã Hã Hãe, líder da comunidade, foi um dos que tomou a vacina.

“A vacinação é muito importante para que a doença não devaste nosso povo. Quando tive Covid, outras 21 pessoas da aldeia também tiveram, incluindo nosso ancião, de 89 anos, que está curado após dois meses no hospital. Não podemos ter medo de tomar as doses”, contou.

Territórios
As terras indígenas estão espalhadas por 19 municípios mineiros: Açucena, Araçuaí, Bertópolis, Caldas, Campanário, Carmésia, Coronel Murta, Guanhães, Itacarambi, Itapecerica, Ladainha, Martinho Campos, Pompéu, Presidente Olegário, Resplendor, Santa Helena de Minas, São João das Missões, São Joaquim de Bicas e Teófilo Otoni.

*Com informações de Agência Minas e Manoel Freitas, do O Norte