A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, nesta terça-feira (12), a segunda fase da operação Tellus, que investiga a venda ilegal de terreno de propriedade da Prefeitura de Belo Horizonte. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital e em Santa Luzia, na Região Metropolitana da capital.

De acordo com o delegado Eduardo Vieira, os alvos são investigados por estelionato, associação criminosa e crimes contra a administração pública. Um dos investigados é policial militar da ativa. A investigação teve início no meio do ano passado, após um pedido da própria administração municipal.

Na ocasião, a prefeitura da capital tomou conhecimento de que um terreno de grande extensão geográfica, localizado no bairro Jardim Vitória, na região Nordeste de BH, estava sendo demarcado e comercializado a pessoas humildes e com baixa escolaridade.

A Polícia Civil iniciou a apuração do caso, com a junção de informações, relatos de testemunhas e documentos comprobatórios de pessoas que chegaram a adquirir lotes no local. Devido ao tamanho da área, a corporação precisou utilizar drones para mapear a região.

A investigação caminhou e, no fim do ano passado, uma pessoa foi presa por suposto envolvimento no crime, na primeira fase da Tellus. Na ocasião, o detido foi interrogado, admitiu o crime a apresentou outros detalhes sobre o caso. 

Já nesta segunda fase, deflagrada nesta terça-feira, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo dois em BH - nos bairros Tupi, na região Norte, e em Casa Branca, na Leste da capital; além de Santa Luzia, na região metropolitana.

Um dos documentos executados nesta terça é referente ao envolvimento de um policial militar em atividade. Segundo a PC, a Corregedoria da PM foi acionada e acompanhou a ação desta terça. Procurada, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) esclareceu que o envolvido é um militar que foi reconduzido à ativa e que atua na área administrativa da instituição.

"A PMMG esclarece ainda que todas as providências legais e administrativas estão sendo adotadas pela Corregedoria da instituição, que acompanha as apurações realizadas pela Polícia Civil", declarou, em nota.

"Hoje nós fizemos o cumprimento de mandados de busca e apreensão, um na residência de cada investigado. Um deles é um PM da ativa, razão essa até pela qual a gente convidou a Correger para nos acompanhar no cumprimento dos mandados de busca e apreensão", declarou o delegado responsável, Eduardo Vieira.  

Ainda conforme Vieira, os próximos passos da investigação incluem o interrogatório de alguns investigados e o cruzamento de informações obtidas como prova. Por fim, Vieira relembrou a importância da operação deflagrada nesta terça e pediu que a população fique atenta a situações semelhantes e que podem ocorrer na cidade.

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