Uma menina de 1 ano morreu vítima da Covid-19 em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Ela apresentava comorbidades e ficou quatro dias internada no Hospital de Clinicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. A informação foi confirmada na noite de quarta-feira (6), pela prefeitura.

De acordo com o Executivo, a morte foi registrada na última terça (5). Este é o segundo óbito de uma criança na cidade. Em outubro de 2020, um menino de 6 anos também perdeu a vida após contrair o novo coronavírus.

Uma idosa também morreu nas últimas horas na cidade. Ela tinha 68 anos, comorbidades e ficou internada em um hospital privado por 28 dias. Com os dois óbitos, 246 pessoas já perderam a vida em Uberaba por conta da Covid desde o início da pandemia, em março. Ao todo, a cidade do Triângulo tem 10.289 casos da doença.  

Óbitos de crianças

Em Minas Gerais, 33 crianças e adolescentes, com até 19 anos, já morreram por complicações da Covid-19. As informações são do último boletim epidemiológico, divulgado nesta quinta-feira (7).

De acordo com os dados, nove crianças com menos de um ano morreram desde o início da pandemia, em março. Entre 1 e 9 anos, foram dez óbitos. Outras 14 vítimas, com idades entre 10 e 19 anos, também perderam a vida por conta da doença.

Morte de crianças reforça prevenção

Crianças e adolescentes, apesar de apresentarem melhores respostas à infecção pelo novo coronavírus, também podem perder a guerra para a Covid-19. O alerta é para que mesmo os mais novos sigam as medidas que visam a conter a pandemia. As faixas etárias não são consideradas grupo de risco, mas especialistas afirmam que os casos mostram que nenhuma pessoa está isenta de contrair a Covid e desenvolver a forma mais grave dela, vindo a óbito.

Estudo realizado pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), e publicado no Jornal de Pediatria aponta que, além das crianças poderem necessitar de intuba-ção, aquelas que apresentam outras doenças têm cerca de cinco vezes mais chances de complicações. Nesse público, as comorbidades estão concentradas em enfermidades neurológicas e respiratórias crônicas.

Mas até quem é saudável pode ter problemas mais graves causados pelo novo coronavírus. “Lá atrás, no início da pandemia, criou-se uma falsa sensação de só quem adoece e é vulnerável faz parte do grupo de risco. Esse aumento da pandemia agora está mostrando que não é isso. Não há ninguém imune. Todos estão vulneráveis”, frisou o infectologista Leandro Cury.

Segundo o médico, que é membro do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 de Ibirité, na Grande BH, a gravidade em crianças e adolescentes pode estar relacionada à uma predisposição genética. “Vale lembrar que o vírus pega cada pessoa de um jeito, ele se comporta de forma diferente em cada organismo”, complementou.

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