A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) divulgou uma nota, nesta quarta-feira (6), se posicionando sobre o fechamento do comércio na capital, anunciado pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) em suas redes sociais. A partir da próxima segunda-feira (11) apenas os serviços essenciais poderão funcionar na cidade. 

No comunicado, a entidade diz que não vê relação entre o aumento do número de casos graves com a reabertura do comércio ocorrida no segundo semestre do ao passado. "O que observamos é que há uma conjuntura de fatores que direcionam à elevação do número de casos, graves ou não, mas que não apresentam conexão direta com o funcionamento do comércio na capital".

Além disso, a CDL também reivindica a reativação de leitos. Segundo a entidade, em 4 de agosto, data em que teve início a reabertura gradual do comércio, a capital tinha 424 leitos de UTI para tratamento de Covid-19, com uma taxa de ocupação de 85,8, o equivalente a 364 leitos. 

"Ontem, 5 de janeiro, o Boletim Epidemiológico da Prefeitura mostrou que temos atualmente 247 leitos de UTI, com uma taxa de ocupação de 87,9, o equivalente a 217 leitos. Foram fechados 177 leitos, ou seja, uma redução de mais de 40%. Caso os 424 leitos estivessem funcionando, hoje teríamos uma taxa de ocupação de 51%, índice bem abaixo do atual”, afirmou o presidente da entidade Marcelo de Souza e Silva. 

A decisão de fechar todos os serviços não essenciais foi tomada após uma nova reunião do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 para analisar os indicadores da doença na cidade. A taxa atingiu 86,1%, o maior valor desde agosto, quando a prefeitura começou a fazer a medição considerando os hospitais públicos e particulares. Antes disso, a capital chegou a registrar 92% de ocupação desses leitos, em julho.

Conforme o boletim epidemiológico da prefeitura, 707 novos moradores da capital foram registrados com Covid-19 nas últimas 24 horas. Ao todo, 65.848 pessoas já se infectaram, das quais 1.915 morreram.