A Prefeitura de Belo Horizonte decretou a prorrogação, por 180 dias, do estado de calamidade pública na cidade, instaurado em 21 de abril, em decorrência da pandemia do coronavírus. 

A deliberação, assinada pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD), foi publicada no Diário Oficial do Município deste sábado (19).

Segundo o documento, houve aumento significativo dos indicadores epidemiológicos na cidade. Além disso, o executivo municipal considerou a prevalência do contexto de pandemia conforme indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na avaliação da PBH, não há previsão de cobertura vacinal suficiente dentro desses 180 dias para evitar o risco epidemiológico e assistencial em Belo Horizonte.

Outro destaque utilizado pela prefeitura para justificar o cenário é a queda na arrecadação de impostos. "A diminuição de receitas se mantém em razão da queda de arrecadação de tributos e preços públicos e das medidas de auxílio aos setores diretamente afetados pelas restrições impostas para contenção do avanço da pandemia", diz o texto.

Alerta máximo

Nessa sexta-feira (18), a ocupação dos leitos de UTI para pacientes com Covid-19 na capital voltou ao alerta máximo, atingindo 70,4%.

Até o momento, Belo Horizonte tem 59.141 pacientes infectados dos quais 1.781 acabaram morrendo. É a cidade com mais casos e mais óbitos relacionados à doença no estado.

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