Belo Horizonte pode conseguir estocar 1,2 milhão de doses da vacina Pfizer em 15 ultrafreezers cedidos pela UFMG. A proteção é uma das três opções que podem ser aprovadas em menos tempo pelas autoridades sanitárias, mas o desafio em todo o mundo é a logística dela. O imunizante demanda armazenagem em temperaturas muito baixas, que chegam a 70ºC negativos.

Os freezers a serem cedidos pela maior universidade federal de Minas são, hoje, utilizados em laboratórios da instituição. Cada um tem capacidade para guardar 80 mil doses. 

A parceria com a PBH foi firmada na semana passada, durante reunião entre a reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, e o prefeito Alexandre Kalil. Inicialmente, em 9 de dezembro, chegou-se a divulgar que eram apenas três equipamentos.

Falta definição
Porém, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), só após a definição das vacinas a serem distribuídas no Brasil será possível determinar a necessidade de aquisição da proteção desenvolvida pela Pfizer e a quantidade a ser requisitada.

Até agora, o município anunciou ter fechado parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, para a compra de doses da Coronavac, que está sendo produzida em conjunto com a farmacêutica chinesa Sinovac. A ideia é lançar mão das outras opções caso a oferta seja menor que a demanda.

Apesar de a PBH garantir dinheiro em caixa para comprar o imunizante, o valor do investimento e a quantidade solicitada ainda não foram divulgados pelo Executivo. 

Cerca de 2 milhões de seringas já teriam sido estocadas, afirmou Alexandre Kalil durante entrevista coletiva no fim de novembro.

Uso emergencial
A vacina contra o novo coronavírus da Pfizer, desenvolvida em parceria com a BioNTech, já é usada em países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Nesta segunda, Singapura, na Ásia, aprovou o uso da proteção no país.

Nos EUA, o imunizante começou a ser aplicado ontem, após ter recebido, no último domingo, parecer favorável do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês). De acordo com o órgão, a proteção é apropriada para pessoas acima de 16 anos.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, ontem, que poderá avaliar e conceder autorização emergencial de vacinas contra a Covid-19 em até dez dias para empresas que cumpram os requisitos fixados.