Uma festa de música eletrônica no bairro Bandeirinhas, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) foi autorizada pela prefeitura do município, desde que seguisse o protocolo sanitário. No entanto, o cenário no evento foi diferente: pessoas aglomeradas e sem máscaras.

A rave, que começou no sábado (12) e só terminou no fim da tarde desse domingo (13), contou com mais de 600 pessoas. Segundo a administração municipal, o evento foi autorizado pois seria realizado em um espaço de 20 mil m², que comporta 800 pessoas, e contaria com a fiscalização de agentes da diretoria de Vigilância em Saúde e da Superintendência de Eventos. 

“O alvará autorizando a realização da festa foi emitido pela Prefeitura de Betim. Junto do mesmo, foram dadas orientações como a correta limpeza das superfícies, distanciamento entre pessoas, utilização de produtos de limpeza autorizados pela Anvisa, como deve ser a disponibilização de lixeiras, sabão líquido e álcool em gel, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde”, disse a Prefeitura de Betim, em nota. 

Ainda conforme o município, a fiscalização, realizada por volta de 1h de domingo, constatou a distribuição de máscaras para o público, aferição da temperatura e disponibilização de álcool. Nos banheiros químicos, a organização contratou trabalhadores para garantir a higienização e os alimentos vendidos estavam todos embalados. 

“A Prefeitura de Betim, junto com a Polícia Militar e a Guarda Municipal estão intensificando a fiscalização na cidade. Na última noite, foram fechados três eventos clandestinos e notificado um evento regularizado que não cumpria o estabelecido no plano de biossegurança”, diz a nota da prefeitura. 

A organização da Festa Emotion foi procurada pela reportagem do Hoje em Dia para se manifestar. Até a publicação dessa matéria, não houve resposta.

Festa sem alvará de funcionamento

A Festa Hush, que aconteceu entre sábado (12) e domingo (13), no bairro PTB, em Betim, não tinha alvará de funcionamento. A informação foi confirmada pela Procuradoria Geral do Município nesta segunda-feira (14).

De acordo com a prefeitura da cidade, a organização do evento apresentou um plano com os protocolos de biossegurança na Diretoria de Vigilância em Saúde há cerca de um mês. O plano foi aceito, mas necessitava de aprovação da Procuradoria Geral do Município para que o alvará fosse emitido. No entanto, não houve autorização e, por isso, a festa foi realizada de forma ilegal. 

“Ressaltamos que nesta semana haverá uma reunião na Prefeitura de Betim para reavaliar os protocolos e intensificar as fiscalizações em praças, bares e em festas”, disse a administração municipal, em nota.

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