O chef mineiro Leo Paixão usou as redes sociais para desabafar sobre o decreto da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes a partir de segunda-feira (7). Neste sábado (5), o cozinheiro publicou um longo texto no Instagram. Lá, afirma que a medida imposta pelo Executivo causará impactos negativos na economia.

“Desemprego e miséria resultará desta decisão. A nós, só nos resta torcer e esperar que um lapso de bom senso guie a mente deste prefeito para que não destrua nossa preciosa gastronomia Belorizontina”.

Publicado no Diário Oficial do Município (DOM), nesta sexta-feira (4), a determinação da PBH causou revolta em diversos comerciantes. Paixão, dono do Nicolau Bar da Esquina, disse que terá de fechar o estabelecimento novamente, já que os impactos da proibição podem diminuir o faturamento em até 75%.

“Infelizmente, é inviável funcionar sem bebidas. Assim, a partir da semana que vem fecho, novamente, por tempo indeterminado. A abertura do Mina Jazz Bar, que seria 12/12, fica adiada para algum dia, talvez”, postou, em sua conta pessoal.

Mesmo assim, o chef entende a necessidade de restrições. Porém, ele enxerga o setor dos bares e restaurantes como o mais frágil, necessitando de “atenção especial” da administração da cidade. Para ele, a medida é exagerada, pois joga “um jato de mangueira em quem está afogando” e não há certeza se será efetiva.

“Existe um setor mais fraco e desorganizado, do qual muitos não respeitaram as medidas. Não os julgo, estão tentando sobreviver ao tsunami. Ao invés de fiscalizar e aplicar as medidas cabíveis, a prefeitura optou por punir a todos: certos e errados”, completou.

Em nota, a PBH disse que o decreto foi publicado baseado nos indicadores, que apontam aumento no número de casos de Covid e nas taxas de ocupação dos leitos. "A preocupação da Prefeitura é a proporção do aumento e a ascendência da curva. A medida foi tomada como forma de evitar que estes números aumentem. A normativa traz restrições ao funcionamento de atividades como forma de diminuir a circulação de pessoas, ampliar o distanciamento social e conter comportamentos que têm aumentado o risco de contágio".