Um jovem de 29 anos, morador de Belo Horizonte, foi um dos 219 alvos da grande operação realizada em quatro estados brasileiros contra exploração sexual de crianças, deflagrada na manhã desta quarta-feira (25). Como o suspeito não foi encontrado em casa, a Polícia Civil de Minas Gerais acionou a Polícia Militar do Espírito Santo, para que a prisão acontecesse em um hotel na cidade de Serra, onde o jovem estava hospedado.

Mesmo sem estar em Belo Horizonte, o profissional da área de telecomunicações foi preso em flagrante, já que os policiais mineiros encontraram farto material de pornografia infantil em seu computador.

“Ele confirmou que tinha material pornográfico em seu computador e afirmou ser um doente psiquiátrico que precisa de internação. Mas isso não o exime de suas responsabilidades legais”, afirmou o delegado Diego Lopes, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente.

Segundo o delegado, a família não tinha conhecimento dos crimes e o irmão do suspeito demonstrou ter ficado muito assustado ao ver o material que os policiais encontraram no computador.

Lopes explicou ainda que a Polícia Civil de São Paulo identificou uma grande rede de compartilhamento de material pornográfico infantil ao investigar os computadores de um suspeito de tentar vender a sobrinha para criminosos russos. A partir daí, os investigadores paulistas contataram as polícias de outros estados para a realização da operação.

Além de Belo Horizonte, outros dois mandados foram cumpridos em Minas Gerais: Santos Dumont e Lavras, no Sul do estado. Nesses dois casos, os suspeitos também foram presos em flagrante, pois a polícia encontrou farto material pornográfico nos equipamentos eletrônicos dos alvos da investigação.

De acordo com Lopes, as imagens encontradas parecem ser de crianças e adolescentes de países estrangeiros, mas a polícia irá averiguar quais são as origens dos arquivos.

“Nenhum deles era contumaz na prática de crimes, eram homens totalmente inseridos na sociedade”, disse o delegado, classificando como estarrecedor o conteúdo encontrado na operação de hoje.

Os três presos pela Polícia Civil de Minas Gerais estão sendo investigados por armazenamento e compartilhamento de material pornográfico infantil (somadas, as penas podem chegar a nove anos de prisão), mas também poderão responder por associação criminosa ou por participar de organização criminosa.