O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) cumpriu nesta terça-feira (24) mandados de quebra de sigilo fiscal e bancário contra os sócios da Cervejaria Backer. Os despachos foram expedidos pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte, a pedido da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor da capital, que determinou ainda que eles não deixem o país e a suspensão de atividades das empresas relacionadas à marca.

Para o MPMG, a retomada das atividades do templo cervejeiro, no bairro Olhos D’Água, na região Oeste de Belo Horizonte, no mês passado para degustação da Capitão Senra, um dos rótulos comprometidos com dietilenoglicol "constituiu verdadeiro desrespeito às vítimas e demonstram a intenção dos sócios em continuarem a produção e venda do produto, em verdadeira continuidade delitiva".

Segundo informações do processo contra a marca, 26 pessoas foram intoxicadas com cervejas produzidas pela Backer. Dez morreram e 16 ficaram com algum tipo de sequela.

A reportagem não conseguiu falar com os representantes da Backer.