Um homem acusado de matar o marido da amante, em troca de uma recompensa de R$ 50 e um aparelho celular, foi condenado a 18 anos de prisão durante julgamento realizado nessa segunda-feira (23). O crime ocorreu em julho de 2019, no bairro Mineirão, em Belo Horizonte. Segundo o Ministério Público, o homicídio foi cometido a mando da esposa da vítima, que esperava receber um seguro, no valor de R$ 30 mil, e herdar um imóvel, no valor de R$ 300 mil.  Ela também responderá ao crime, posteriormente, em uma data ainda não definida.

De acordo com a denúncia, divulgada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a esposa teria atraído a vítima para casa por volta das 10h do dia 2 de julho e 2019, alegando estar passando mal. O marido deixou o trabalho e foi para a residência, onde foi surpreendido pelo homem condenado e outros dois envolvidos, que também receberam recompensa e não foram identificados. Eles o agrediram com golpes na cabeça e facadas no abdômen, lesões que causaram a morte.

O corpo da vítima foi encontrado com sinais de tortura, com um saco plástico na cabeça, pés e mãos amarrados. O júri popular condenou o homem por homicídio qualificado, com emprego de tortura, mediante emboscada e promessa de recompensa.

Relembre o crime

A mulher, na época com 37 anos, e um rapaz, com 18, apontado como amante, foram presos suspeitos de matarem o marido dela, em Belo Horizonte. Eles foram presos no dia 2 de julho, mesmo dia do assassinato que ocorreu na região do Barreiro. O corpo da vítima, de 32 anos, foi encontrado esfaqueado dentro de casa. Ele estava amordaçado e com as mãos amarradas.

Segundo a delegada responsável pelo inquérito, Bianca Mondaini, quatro pessoas participaram do crime e a motivação seria a compensação financeira com seguro de vida e uma casa em construção em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. "A vítima trabalhava em uma empresa que pagava seguro de vida para os funcionários atuantes em serviços perigosos. Ele era eletricista, e o seguro gira em torno de R$ 30 mil. Além disso, estava terminando uma casa em Ibirité, avaliada em R$ 300 mil. Acreditamos que ela encomendou a morte do marido para receber o seguro e ficar com a casa", concluiu.

De acordo com a polícia, a mulher é suspeita de ser a mandante do crime e teria pagado R$ 50 de transporte para os executores. Ainda de acordo com a delegada, a mulher combinou o assassinato com o rapaz, com quem tinha um relacionamento há cerca de seis meses. Ao amante, ela dizia que era constantemente agredida pelo marido.

Ela negou o crime, mas caiu em contradição por várias vezes, demonstrando muita preocupação com questões de patrimônio do casal. Já o amante confirmou que recebeu o dinheiro para buscar dois colegas, na Pedreira Prado Lopes, na região Noroeste de BH, e que esses rapazes teriam executado o homem.

As investigações apontaram que ela ligou para o marido dizendo que estava passando mal e que ele deveria ir para casa para levá-la ao hospital. Ao chegar, ele foi rendido pelos três homens, e ela saiu. Segundo o inquérito, ele foi para um bar, comprou cervejas, depois seguiu para uma loja de móveis, onde comprou um guarda-roupas, e quando chegou em casa, o marido estava morto.

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