A campanha de Gleidson Azevedo (PSC) à prefeitura de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, denunciou, nesta semana, o uso de uma suposta pesquisa eleitoral para difamar o político aos eleitores do município.

De acordo com Fernando Henrique Costa de Oliveira, advogado de Azevedo, um eleitor procurou o Ministério Público após ter recebido e gravado uma ligação telefônica que fazia perguntas em formato múltipla escolha. Outras duas pessoas compareceram ao órgão e confirmaram que também receberam a chamada.

"Parecia uma pesquisa normal, em que uma voz feminina perguntava a idade, o sexo, a renda e em quem a pessoa iria votar. Quando a pessoa falava que votaria no Gleidson, começava uma pergunta que difamava o candidato", relatou Oliveira. 

No áudio, cedido pelo advogado da campanha à reportagem, é possível ouvir:

"Gleidson não quis participar dos últimos debates ocorridos na televisão. Tecle 1, se você acha essa atitude covarde e antidemocrática. Tecle 2, se você acha que por não ter propostas, teve medo. Tecle 3, se você acha que ele não quis participar do debate por ter medo de ser questionado sobre a dívida de sua família junto à prefeitura".

Conforme o advogado, o uso da suposta pesquisa com finalidade de difamação pode ter sido feito por algum dos candidatos que concorrem ao Executivo municipal. Segundo ele, o caso foi representado pelo MP à Polícia Federal, que investigará a denúncia.

"Gleidson ficou indignado, porque é um absurdo. Estamos fazendo uma campanha limpa, a mais barata da história de Divinópolis, sem uso de fundo eleitoral. Estamos fazendo tudo da forma mais limpa e o pessoal jogando sujo", disse Oliveira.

Em pesquisa de intenção de voto estimulada, feita pelo Ibope a pedido da TV Integração e divulgada em 3 de novembro, Gleidson Azevedo aparece com 23%, contra 19% do segundo colocado, Fabiano Tolentino (Cidadania). O mesmo estudo pontuou Azevedo com 30% dos votos válidos e Tolentino com 25%.

Críticas

Em relação às críticas feitas nas ligações telefônicas, o advogado de Gleidson declarou:

IPTU Com relação às dívidas, em um dos debates que o Gleidson foi, um dos candidatos falou que a empresa dele estava com o IPTU de 2015 e 2016 atrasados. Realmente o IPTU estava atrasado, mas por um erro de contabilidade. Tanto que os anos de 2017, 2018, 2019 e 2020 foram pagos em dia, à vista e sem parcelamento. Esses de 2015 e 2016, no primeiro dia útil seguinte ao debate, vimos que estava em atraso e foram pagos à vista.

Debates Em relação à crítica de não ir aos debates, foram organizados 6 debates. Nos 3 primeiros ele compareceu e a gente percebeu que os debates estavam sendo organizados com a intenção de desconstruir a imagem dele porque ele já estava sendo cotado como favorito para ganhar as eleições. O pessoal não debatia propostas, só queria atacar ele. Então, decidimos não participar mais de debates e sim fazer lives, diretamente de bairros carentes, em debate junto com o povo. No entanto, no último debate, realizado por um jornal e pela OAB, nós participamos.