A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre postagens feitas em uma rede social que apresentavam possíveis ameaças ao presidente Jair Bolsonaro, que poderiam acontecer durante a visita dele a Três Corações, no Sul de Minas, no dia 29 de novembro do ano passado.

A investigação indicou que o investigado realmente tinha a intenção de atentar contra a vida de Bolsonaro, sendo indiciado pelo crime de atentado contra a liberdade pessoal do Presidente da República (artigo 28, da Lei de Segurança Nacional), podendo cumprir até 12 anos de reclusão, se for condenado. O caso agora foi levado para o Ministério Público Federal.

O suspeito, de 25 anos, era faxineiro terceirizado na Escola de Sargentos das Armas (ESA) e aparecia em vídeos postados, circulando no interior da unidade militar no dia anterior à chegada do presidente.

De acordo com Polícia Federal, em um dos vídeos, o investigado “afiava o cabo de uma escova de dente para transformá-la em estoque, instrumento pérfuro-contundente não identificável por detectores de metal”. O homem teria dito ainda que estava infiltrado na “toca do lobo”.

No boletim de ocorrência feito na época, consta que o homem teria dito aos policiais que havia feito os vídeos por ironia e inconformismo político.