Mais de 1.500 pacientes atendidos em apenas dois meses e planos de ampliar em breve a oferta de consultas e exames oftal-mológicos à população mineira. Graças à estrutura montada pela Sociedade Educativa do Brasil (Soebras) com um time de profissionais de primeira linha.

A equipe médica que atuou na Fundação Hilton Rocha, em prédio no bairro Mangabeiras, região Centro-Sul da capital, passou a atender no Santa Efigênia, região hospitalar de Belo Horizonte, em um edifício de 5 mil metros quadrados de área e acesso facilitado por conta do privilegiado endereço.

Depois de 15 anos de parceria com a Fundação, referência nacional em oftalmologia, a Soebras partiu para instalações próprias e mais modernas e já está de portas abertas para quem precisa de atendimento. A mudança foi necessária também porque a edi-ficação do antigo endereço estava comprometida por uma obra realizada em um terreno vizinho. 

“Nosso intuito sempre foi oferecer segurança aos pacientes”, frisa a oftalmologista Ariadna Muniz, ex-diretora da Fundação e, agora, à frente do novo complexo médico mantido pela Soebras. 

Atualmente, o corpo médico tem 33 profissionais e 38 residentes, além de 16 no formato fellowship. Os alunos são certificados pela Funorte

A meta é aumentar a capacidade de atendimento nos próximos meses, vez que a assistência foi reduzida por conta da pandemia do coronavírus. A instituição pleiteia, junto à Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), realização de convênio para atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). “Com assistência de qualidade e de excelência”, emendou a médica. 

Ofício com a solicitação foi encaminhado à pasta na última segunda-feira. Em nota, a Secretaria informou que as propostas apresentadas estão sendo analisadas.

Proposta

A ideia, segundo Ariadna Muniz, é continuar prestando o mesmo nível de atendimento consagrado pela equipe comandada por ela na Fundação Hilton Rocha nos últimos 15 anos.

MAIS CONFORTÁVEL – Novo prédio tem 5 mil metros quadrados, na região hospitalar 

“Pessoas vêm de todas as partes de Minas Gerais e do Brasil porque confiam no trabalho que fazemos e pela história do doutor Hilton Rocha, que preservamos”, ressalta.

A parceria entre Soebras e FHR permitiu mais de 2 milhões de atendimentos. Em média, por dia, eram realizadas cerca de 750 consultas e 40 cirurgias pelo Hospital de Olhos. Os investimentos chegaram a R$ 15 milhões.

Mesmo após a não renovação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público em 14 de outubro, pessoas que eram acompanhadas gratuitamente pela fundação não ficaram desassistidas, garante a diretora. No caso do projeto glaucoma, quem precisa de colírios está recebendo a medicação normalmente.

“Tem paciente que faz uso de até quatro colírios por mês. Dependendo, em uma farmácia teria que pagar R$ 90 por um frasco. Continuamos fornecendo o medicamento por três meses. Ou seja, se ele precisa de quatro frascos por mês, está recebendo normalmente 12. Não poderíamos deixar as pessoas carentes sem a assistência adequada com risco de ter descontrole da doença”, afirma Ariadna, acrescentando que a residência médica também segue normal. 

carta de repúdio

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