Depois de cinco horas, terminou sem acordo a audiência de conciliação entre a Vale, Ministério Público de Minas (MPMG), Defensoria Pública e governo do Estado sobre a indenização referente aos danos causados pelo rompimento da barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH. A reunião foi realizada na tarde desta quinta-feira (22) na 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da capital, sem a presença dos atingidos pela tragédia. Uma nova rodada de negociações foi marcada para 17 de novembro.

Durante a audiência, a mineradora apresentou nove pontos a serem discutidos em cima da proposta apresentada pelo Executivo mineiro. As premissas não foram detalhadas, mas o procurador-geral do MP de Minas, Antônio Sérgio Tonet, classificou os debates positivamente. 

Segundo ele, parte dos pontos foram resolvidos nesta quinta-feira. "Outros dependem de questões redacionais", comentou. Nos próximos dias, o Ministério Público, a Defensoria do Estado e a Advocacia-Geral de Minas vão se reunir com a Vale para consolidar o que foi acordado.

"O MP sai satisfeito porque avançamos. Um acordo pressupõe várias etapas, e hoje superamos uma importante etapa, de superar as premissas da Vale. O próximo momento será discutir o valor para reparação do meio ambiente e indenização dos atingidos", disse Antônio Tonet.

Por meio da assessoria de imprensa, o governo de Minas informou que, na audiência, "as partes evoluíram em premissas e nos fundamentos do acordo".

Em nota, a Vale avaliou como muito positiva a reunião e "seguirá mantendo o diálogo construtivo com os representantes do poder público e instituições de Justiça para a construção das premissas de um acordo em benefício de toda a sociedade, em especial as populações de Brumadinho e dos municípios da calha do rio Paraopeba".