A suspeita de superfaturamento na compra de insumos e equipamentos médicos hospitalares para combater à Covid-19 em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, levou a Polícia Federal (PF) a deflagrar a operação Guaxinim. Segundo cálculos da Controladoria Geral da União, o prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 700 mil.

O inquérito aponta que os preços dos materiais foram elevados em até 73,61%. Além disso, os produtos foram entregues com atraso e, alguns, não atendiam as especificações técnicas contratadas. A operação nesta quarta-feira (20) conforme detalhou a PF, "tem por objetivo a busca de evidências da prática do crime de peculato".

Em nota, a corporação informou que identificou, em diferentes ocasiões, que uma mesma fornecedora foi contratada - em caráter emergencial e com dispensa de licitação - para fornecer máscaras cirúrgicas descartáveis e álcool. No entanto, apesar do pagamento antecipado, os preços dos materiais eram bem acima do praticado no mercado.

"A organização valia-se de pessoa jurídica de pequeno porte, com razão social diversa do objeto contratado", explicou a PF. Os responsáveis pelo crime, se condenados, podem pegar até 12 anos de prisão, além de ter que pagar multa.

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