A Vale paralisou, preventivamente, as atividades realizadas a uma distância de três quilômetros da barragem B1, que se rompeu em janeiro do ano passado em Brumadinho, depois que detectou duas trincas no material remanescente da estrutura. A medida de segurança foi anunciada nesta quinta-feira (15).

O Corpo de Bombeiros foi notificado e as equipes que trabalham nas buscas por 11 das 270 vítimas da tragédia em Brumadinho não tiveram o trabalho interrompido. De acordo com o porta-voz da corporação, tenente Pedro Aihara, alguns dos 53 militares foram remanejados para frentes que estão em áreas mais distantes do material remanescente.

“Em decorrência disso foi estabelecido um perímetro de segurança no qual as equipes que estavam atuando mais perto da barragem B1 foram remanejadas para outras frentes”, explicou o porta-voz.

A Vale afirmou que não há riscos para as comunidades vizinhas e a paralisação foi uma medida preventiva. “Um comitê de especialistas internos e externos já avalia a situação para definir as medidas necessárias, que também serão submetidas à análise da empresa auditora”, afirmou a mineradora.

Protesto

Nesta sexta-feira (16), alguns moradores de Brumadinho realizaram um protesto em uma das entradas da cidade, questionando o pagamento do auxílio emergencial aos impactados pelo rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão e a segurança das barragens na cidade.

Sobre o pagamento emergencial mensal, a Vale afirmou que faz o pagamento desde fevereiro de 2019, conforme acordo judicial, para mais de 106 mil moradores de Brumadinho e municípios na calha do rio Paraopeba até a cidade de Pompéu, na Represa de Retiro Baixo. A empresa afirmou ainda que “respeita a livre manifestação, desde que observado o direito de ir e vir e a propriedade, repudiando qualquer manifestação que viole tais direitos”, e que mantém negociação com representantes dos atingidos.