Os belo-horizontinos terão que esperar mais alguns dias para se refrescarem do calorão infernal que atinge a capital há pelo menos uma semana. Chuvas significativas só devem ocorrer a partir da segunda quinzena deste mês. Até lá, pelo menos nesta semana, os termômetros podem bater novo recorde: na quinta e sexta-feira, a previsão é de 38ºC, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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Belo Horizonte só deve ter chuvas significativas a partir da segunda quinzena de outubro

Nesta segunda-feira (5), dois dias depois de os termômetros marcarem 37,8ºC - o dia mais quente da história da cidade, Belo Horizonte teve um leve refresco. 

A máxima bateu 33ºC nesta tarde, mas a parte da manhã foi acompanhada por uma nebulosidade que deu certo alívio aos moradores. A umidade relativa do ar chegou a 30%, informou a meteorologista Anete Fernandes.

Porém, a partir desta terça (6), os termômetros voltarão a subir, podendo chegar a 35ºC. No dia seguinte, mais previsão de calorão com a temperatura batendo a casa dos 37ºC.

Chuva com granizo

Um “pseudo” refresco só deve ocorrer no sábado (10). “Há a perspectiva de entrada de um sistema frontal, da passagem dele pelo litoral, favorecendo a formação de áreas de instabilidade. Então, aumenta a nebulosidade e podemos ter ter pancadas de chuva e trovoadas isoladas na capital”, disse Anete Fernandes.

Ainda de acordo com a meteorologista, a temperatura deve cair e ficar entre 30º e 32ºC. “Permanece elevada, mas comparada à semana que vai ser muito quente, será uma queda expressiva. Só que, se realmente chover, vai aumentar a umidade que também aumenta o calor”, explicou.  

Por conta das altas temperaturas dos últimos dias, granizo não está descartado no sábado. “É muito comum. Não dá para fazer uma previsão com tanta antecedência, mas com o contraste que a gente tem entre temperatura e umidade, as chances dessas primeiras chuvas virem com granizo são grandes”, disse a especialista.

Situação crítica no interior

Mas se na capital o calorão está incomodando, a situação é ainda pior no interior de Minas Gerais. No Triângulo, algumas cidades registram uma onda de calor persistente há pelo menos sete dias, frisa Anete Fernandes.

Os termômetros em alguns municípios da região, como em Campina Verde, estão marcando 40ºC nesta segunda-feira. 

Lá, inclusive, a umidade relativa do ar está em 11%, bem abaixo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 60%. Índices menores que 30% já são considerados pelo órgão como preocupantes.

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