Nada menos que 12.640 focos de incêndios florestais. Esse é a quantidade de ocorrências anotadas pelo Corpo de Bombeiros apenas nos oito primeiros meses deste ano. Os números de 2020 já ultrapassam os de janeiro a agosto de 2019 (12.528). Não bastasse a destruição já registrada nas áreas verdes, o cenário pode piorar ainda mais. Em setembro, o alerta de queimadas é ainda maior.

A corporação alerta que 99% das queimadas são causadas pela intervenção do homem, como ações criminosas em áreas de pasto, além de pessoas que jogam guimbas de cigarro ou fazem pequenos atos, como a queima de folhas no quintal.

"Estamos em um momento crítico, quem vai até o fim de setembro, pois há uma redução da umidade do ar e um aumento médio da temperatura. Em Minas, por conta da topografia, temos ainda a formação de correntes de vento, que contribuem para a propagação do fogo, aumentando a área atingida pela queimada de forma rápida", explicou o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros. 

Comparativo de incêndios florestais de janeiro a agosto, de 2019 e 2020 — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Combate 

A Grande BH é uma das regiões mais prejudicadas por incêndios. Na manhã desta quinta-feira, bombeiros faziam o rescaldo em uma vegetação na Fazenda Capitão do Mato, em Nova Lima, local de mata fechada e difícil acesso. Chamas altas, sem casas próximas, mas com destruição da energia elétrica, tomaram conta da localidade na noite de ontem. Segundo a corporação, 33 militares combateram 6 grandes linhas de incêndio na região. As causas não foram esclarecidas.

Em Mário Campos, um incêndio atingiu uma vegetação no limite com Brumadinho, atrás do Parque Estadual Serra do Rola Moça, há dois dias. Já na Serra da Moeda, outro combate às chamas durou cinco dias. 

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