Reduto dos botecos da região Nordeste de Belo Horizonte, a rua Alberto Cintra registrou, pelo segundo dia consecutivo, movimento intenso nos bares e restaurantes. Em alguns estabelecimentos, as mesas e cadeiras espalhadas pelas calçadas e ruas não foram suficientes para atender o público. 

Com os mobiliários ocupados, consumidores se arriscaram a ingerir bebidas alcoólicas em pé e fora dos gradis que demarcam a área de segurança. As máscaras de proteção praticamente inexistiam entre os consumidores.

Este é o segundo dia de reabertura dos bares no período noturno após quase seis meses.  Na sexta-feira (4), quando os botecos funcionaram pela primeira vez, uma multidão lotou os estabelecimentos da Alberto Cintra, que foi ponto de aglomeração.

Apesar de intenso, neste sábado (5) o movimento do público foi menor que o dia anterior. As ruas não ficaram abarrotas, apesar de alguns flagrantes de irregularidades com relação a capacidade do público acima do permitido. 

 

Para o empresário Rodrigo de Antônio de Paula, de 36 anos, a lotação dos estabelecimentos poderia ser controlada se a prefeitura ampliasse os horários e dias de funcionamento dos bares. “É pouco tempo de funcionamento, o que  força todo mundo sair junto”, avaliou. 

Por determinação da PBH, os bares só podem manter as portas abertas até as 22h nas sextas, sábados, domingos e feriados, com venda de bebidas após às 17h. Nos demais dias, os estabelecimentos têm autorização para funcionar apenas no horário do almoço, e sem venda de bebidas.

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