Dois meninos de 8 anos morreram afogados em uma lagoa em Taiobeiras, no Norte de Minas, nessa terça-feira (1º).

Segundo o Corpo de Bombeiros, três crianças brincavam no local, que fica em uma fazenda perto de onde moravam, quando um pacote de salgadinho caiu na água. Elas então entraram na lagoa para tentar pegar o lanche, mas dois garotos submergiram e não conseguiram mais retornar à superfície.

As buscas começaram no fim da tarde da segunda (31), mas precisaram ser interrompidas por conta do horário. Já na manhã dessa terça (1º), os trabalhos foram retomados e o corpo de um dos meninos foi encontrado por volta das 10h40, a uma profundidade de oito metros. O local era de difícil acesso por se tratar de uma antiga área de extração de argila.

Crianças morrem afogadas em Taiobeiras

A segunda criança foi achada por volta das 15h30, a uma profundidade de sete metros.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, 16 pessoas morrem afogadas no Brasil todo dia. 

Veja algumas dicas da Ong Criança Segura para evitar afogamentos:

1. Esteja sempre por perto

Deixar uma criança sozinha próxima à água é muito perigoso. Por mais que você já tenha explicado os riscos a ela, dizendo para não entrar sozinha na piscina ou para não ir mais fundo no mar, por exemplo, essa situação nunca vai ser segura. Por isso, é essencial que sempre tenha um adulto supervisionando os pequenos de forma ativa e constante. Na piscina, fique sempre de olho – tanto dentro da água quanto próximo à borda – e, no mar, uma boa ideia é colocar uma cadeira na beiradinha da água, para estar sempre atenta.

2. Oriente seu filho

Conversar é sempre um bom caminho e, mesmo que você ache que às vezes não está surtindo efeito, pode ter certeza de que sua criança está ouvindo e gravando tudo! Então, explique a ela que nadar sozinha é muito perigoso e que ela deve sempre pedir permissão aos seus responsáveis antes de entrar na água.

3. Ensine a nadar

Uma boa dica para manter o risco de afogamento longe é ensinar os pequenos a nadar. Mas é importante que o aprendizado aconteça com instrutores qualificados ou em escolas especializadas. O ideal ainda é que os responsáveis, se não souberem, também aprendam a nadar. De qualquer maneira, mesmo os baixinhos que fazem natação precisam ser supervisionados, pois podem não saber como reagir em momentos de maior dificuldade, como no mar ou em rios – que são bem diferentes das piscinas com as quais a meninada está acostumada.

4. Use cerca nas piscinas

Em locais com piscina, é essencial que haja uma cerca de, pelo menos, 1,5 m de altura, bem como portões com cadeados ou trava de segurança. A ONG Criança Segura alerta ainda para o uso de alarmes – embora eles tragam mais proteção, não eliminam a necessidade da cerca.

5. Esvazie os recipientes em casa

Não é só perto de piscinas ou na praia que o risco de afogamento existe. Em ambiente doméstico, há situações que acabam passando despercebidas, mas é importante ressaltar que bastam apenas 2,5 cm de água para uma criança de até 4 anos se afogar. Por isso, depois de usar qualquer recipiente com água, esvazie e vire de cabeça para baixo. Isso vale, por exemplo, para baldes, bacias, banheiras e piscinas infantis.