Fechadas desde março, as academias de Belo Horizonte voltam a funcionar a partir da próxima segunda-feira (31). Clínicas de estéticas também receberam o aval. Além disso, a prefeitura confirmou que os bares e restaurantes poderão abrir à noite, com a venda de bebida alcoólica, a partir de 4 de setembro. 

A ampliação da flexibilização social foi anunciada pelo secretário de Planejamento, Orçamentos e Gestão, André Reis, na manhã desta quinta-feira (27). Apesar da flexibilização das medidas de segurança para conter o novo coronavírus, a PBH frisa que a doença continua matando e que a vida não voltou ao normal. 

De acordo com as regras, as academias poderão reabrir sem restrição de horário ou dia, mas os alunos terão que fazer agendamento prévio para evitar aglomerações. Por segurança, só será permitido uma pessoa a cada sete metros quadrados. 

Nos bares e restaurantes, será permitida a abertura nas sextas-feira, de 11h às 22h, com venda de bebida alcoólica a partir das 17h. Nos sábados e domingos, das 11h às 22h, com a venda de bebida alcoólica em todo o período. De segunda a quinta-feira, a autorização para almoço permanece. Nesses dias, porém, os estabelecimentos recebem os clientes das 11h às 15h, sem bebidas alcoólicas.

Clínicas estéticas também retornam a partir da próxima segunda. Os espaços poderão realizar procedimentos de terça a sexta, entre 11h e 20h. Aos sábados, entre 9h e 17h. Os estabelecimentos localizados nos shopping poderão abrir entre 12h e 20h. 

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), BH tem nesta quinta-feira 31.391 infectados pela Covid-19 e contabiliza 912 mortos pela doença. Na quarta, conforme a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), a taxa de transmissão do vírus estava em 0,95 e a ocupação dos leitos de enfermaria em 48,3%, ambos os indicadores do nível verde. A lotação dos leitos de UTIs, em 53,6%, é o único indicador no nível amarelo, que representa atenção. 

Sem descuidos

Por enquanto, não há previsão para a reabertura de clubes e escolas. O secretário municipal de Saúde, Jackson Machado destacou que o avanço na flexibilização não significa que a população possa se descuidar das medidas de segurança.

Distanciamento social, uso de máscara e higienização das mãos são ações que não podem ser ignoradas. “Apesar de estarmos tentando voltar ao normal, o nosso modo de vida vai ter que mudar. Temos que nos preparar para uma nova realidade”, destacou. O gestor frisou que, de cada cem pessoas internadas com a Covid, 20 morrem. “A pandemia não acabou”.

Quarentena

O distanciamento social em BH foi recomendado em 18 de março. Dois dias depois, a prefeitura determinou o fechamento de todos os serviços  considerados não essenciais. As lojas da capital permaneceram fechadas por 66 dias, quando, em 25 de maio, a metrópole deu início à primeira fase da flexibilização gradual do comércio.  

Na ocasião, salões de beleza, lojas de cosméticos, brinquedos, veículos automotores e até shoppings populares puderam reabrir as portas. Duas semanas depois, foi a vez de lojas de calçados, armas, acessórios e artesanatos receberem o aval do executivo para retomar o funcionamento.

Contudo, por causa da explosão de casos e mortes pela Covid-19, em 29 de junho o prefeito Alexandre Kalil (PSD) voltou a caçar os alvarás dos estabelecimentos dos serviços considerados não essenciais. Desde então, a capital estava na fase 0 da flexibilização. 

O município avançou para a fase 1 em 6 de agosto, quando liberou a reabertura de todas as atividades comerciais - incluindo shoppings, galerias e lojas de roupas que ficaram impedidas de funcionar por 139 dias. Restaurantes, bares e lanchonetes puderam voltar a atender clientes na última segunda-feira (24), mas somente no horário do almoço, das 11h às 15h.

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