Dois dos cinco seguranças indiciados por homicídio, no caso da morte do fisiculturista Allan Guimarães Pontelo, em uma boate de Belo Horizonte, começaram a ser julgados nesta segunda-feira (24), no Fórum Lafayette. Seriam julgados três réus, mas o advogado de um dos acusados está hospitalizado e o julgamento foi desmembrado.

De acordo com a assessoria do fórum, foram ouvidas oito testemunhas de defesa e outras seis testemunhas de acusação dariam suas declarações frente ao Tribunal do Júri. É possível que os réus sejam ouvidos no dia seguinte e a sentença só seja proferida nesta terça-feira (25).

O crime aconteceu na madrugada do dia 2 de setembro de 2017, em uma boate no bairro Olhos D’Água. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Pontelo teria sido abordado por dois seguranças no banheiro da boate após uma denúncia de que estaria traficando drogas no local. A vítima teria sido levada para uma área restrita e se recusado a ser revistada, sendo depois espancada até a morte, segundo a acusação do MP. O laudo da necropsia revelou que o fisiculturista morreu por "asfixia mecânica por constrição extrínseca do pescoço”.

Os julgamentos de outros dois seguranças denunciados pelo crime de homicídio acontecerão posteriormente. Um quinto segurança que havia sido denunciado pelo Ministério Público foi considerado impronunciado, ou seja, o juiz não se convenceu dos indícios que sugeriam a participação dele na morte do cliente.

Os réus negam o crime de homicídio e afirmam que a vítima estaria traficando drogas dentro da boate. 

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