Considerados de alto risco para transmissão da Covid-19 no programa Minas Consciente, academias, escolas de práticas esportivas e clubes podem mudar de nível e reabrir em algumas regiões do Estado nos próximos dias. Nesta quinta-feira (13), o governo admitiu que reavaliará a situação dessas atividades dentro do programa. 

Atualmente, conforme consta no site do programa, apenas os municípios na onda verde - que permite maior flexibilização social - estão autorizados a liberar o funcionamento dos serviços. No entanto, na próxima quarta-feira (19), o governo definirá se o segmento muda de nível. A onda amarela é a intermediária e a vermelha a que tem mais restrições.

A análise será feita por um grupo executivo composto pelas secretarias de Saúde, Desenvolvimento Econômico, Geral, de Governo e Fazenda, além de uma consultoria técnico-legislativa. "Esse grupo que supervisiona o Minas Consciente decidiu pela realivação desses setores já na próxima quarta-feira, dia 19 de agosto", informou o secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cabral.

O gestor destacou que a mudança permitiria a retomada das academias e clubes mais rapidamente, mas sempre seguindo rígidos protocolos sanitários para barrar a contaminação pelo novo coronavírus. "Sempre uma retomada gradual, responsável e considerando as manifestações e pretensões que são trazidas até nós, e que são sempre consideradas", frisou.

Hoje, conforme o subsecretário de Desenvolvimento Regional, Douglas Cabido, 62 microrregiões de saúde estão com indicadore verde - com possibilidade de funcionamento das academias. Conforme balanço divulgado nesta quinta-feira, 450 cidades mineiras, que juntas representam 57% da população, aderiram ao Minas Consciente.

Leitos particulares

Além da situação das academias, o Estado também confirmou que começou a análise para decidir se vai incluir os leitos privados nos indicadores do Minas Consciente. Há duas semanas, Belo Horizonte inseriu as vagas de enfermaria e UTIs dos hospitais particulares para calcular a taxa de ocupação os leitos destinados ao combate do coronavírus.

Nesta quinta, o Estado publicou no Diário Oficial uma deliberação do Comitê Extraordinário Estadual de Combate à Pandemia, dando prazo de 15 dias para realização do estudo. "Estamos trazendo para o Minas Consciente a possibilidade de estudos indicando a rede suplementar de saúde para fins de indicadores na flexibilização das atividades econômicas", destacou Cabido. "Isso possibilitaria uma retomada melhor e mais consciente das atividades", reforçou Cabral.

Com a inclusão dos leitos particulares, cidades da Região Metropolitana de BH, que pelo Minas Consciente estão na onda vermelha, avançariam de fase. "Belo Horizonte (que não aderiu ao programa e foi questionada por isso pelo Ministério Público), neste momento, partiria para a onda amarela por causa da sua rede suplementar de saúde", explicou Cabido.

No entanto, conforme destacou a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a mudança não está definida pois depende da conclusão do estudo que vai definir se as vagas dos hospitais privados serão ou não consideradas. BH não aderiu ao programa estadual e está na segunda semana da flexibilização das atividades econômicas, com o funcionamento dos serviços não essenciais.

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