As lojas, shoppings, galerias e salões de beleza de Belo Horizonte voltam a fechar as portas nesta segunda-feira (10). Quando autorizou a reabertura do comércio não essencial na metrópole, a prefeitura determinou que os estabelecimentos funcionem por três dias e fechem por quatro. 

A medida, conforme destacou o Comitê de Combate à Covid-19, é para evitar a aceleração da transmissão do novo coronavírus no município. Por isso, nesta semana, os estabelecimentos só voltam receber clientes de forma presencial na quarta-feira (12).

Pelo cronograma estipulado pela PBH, as lojas de rua poderão abrir até sexta-feira (14), das 11h às 19h. Os shopping estão liberados para funcionar no mesmo período, mas de 12h às 20h. Praças de alimentação funcionarão somente por delivery ou retirada, sem consumo no local.

Já os serviços de cabeleireiros, manicures e pedicures têm permissão para reabrir entre quinta (13) e sexta-feira, das 11h às 20h. E no sábado (15), entre 9h e 17h. Os serviços essenciais, como padarias, supermercados e postos de gasolina não vão sofrer alterações. Confira, abaixo, a lista completa.

Funcionamento em risco

BH avançou no processo de flexibilização social na última quinta-feira (6), após passar quase 40 dias na fase 0 - quando somente o que é essencial tem permissão para abrir. Com o afrouxamento das rígidas medidas, alguns setores que estavam fechados desde março, como shoppings, galerias e lojas de roupas, puderam voltar a reabrir, desde que cumprindo rígidas regras de segurança sanitárias impostas pela PBH. 

A reabertura do comércio, em data próxima do Dias do Pais, provocou um alvoroço entre os clientes, que lotaram o Centro da cidade. Alguns consumidores chegaram a enfrentar filas e ficaram mais de uma hora na porta dos estabelecimentos antes de terem a entrada autorizada.

A flexibilização, no entanto, pode estar ameaçada. O Ministério Público exige que BH faça adesão ao Minas Consciente, programa do governo estadual para nortear os municípios no enfrentamento à pandemia. Pelo Minas Consciente, a capital mineira não poderia reabrir o comércio, já que está em uma região de "onda vermelha", considerada de alto risco de contágio. 

Por causa do impasse, representantes do MP e da PBH se reuniram na última sexta (7) para discutir o assunto. No entanto, as duas partes não chegaram a um consenso. Por isso, o órgão estadual deu prazo até o dia 12 para que a prefeitura se posicione sobre a readequação da abertura do comércio. 

Até sexta-feira, BH tinha 24.436 casos confirmados da Covid-19 com 652 mortes em decorrência da síndrome. Nem a prefeitura nem o Governo de Minas divulgaram os dados atualizados da doença na capital neste fim de semana. 

Confira como será o funcionamento do comércio em BH nesta semana:

  • Comércio varejista não contemplado na fase de controle: quarta a sexta-feira, entre 11h e 19h
  • Comércio atacadista da cadeia de atividades do comércio varejista (incluindo vestuário), exceto comércio atacadista de recicláveis: quarta a sexta-feira, entre 11h e 19h
  • Cabeleireiros, manicures e pedicures: quinta a sexta-feira, entre 11h e 20h. Sábado, entre 9h e 17h
  • Galerias de lojas e centros de comércio: quinta a sexta-feira, entre 11h e 19h. 
  • Shopping centers (atividades autorizadas na fase 1): quarta a sexta-feira, entre 12h e 20h. Praças de alimentação funcionarão somente por delivery ou retirada, sem consumo no local.
  • Drive-in: sexta-feira a domingo, entre 14h e 23h

Estabelecimentos essenciais que já estavam abertos:

5h às 21h:
- Padaria

5h às 17h
- Comércio atacadista da cadeia de atividades do comércio varejista da fase de controle

- 7h às 21h:
- Comércio varejista de laticínios e frios
- Açougue e Peixaria 
- Hortifrutigranjeiros 
- Minimercados, mercearias e armazéns 
- Supermercados e hipermercados
- Tintas, solventes e materiais para pintura
- Material elétrico e hidráulico, vidros e ferragem
- Madeireira
- Material de construção em geral

Sem restrição de horário:
- Artigos farmacêuticos 
- Comércio varejista de artigos de óptica 
- Artigos médicos e ortopédicos 
- Combustíveis para veículos automotores
- Comércio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP)
- Agências bancárias: instituições de crédito, seguro, capitalização, comércio e administração de valores imobiliários
- Casas lotéricas
- Agências dos Correios e telégrafo
- Comércio de medicamentos para animais
- Atividades industriais
- Restaurantes (delivery ou retirada na porta)
- Banca de jornais e revistas