Entre março e julho, a Secretaria Municipal de Saúde monitorou 142 surtos de Covid em Belo Horizonte. De acordo com a pasta, os contágios concentrados aconteceram especialmente em unidades de saúde, asilos, abrigos ou albergues, empresas e unidades prisionais/socioeducativas.

As autoridades de saúde consideram surto quando, em um determinado local, há ocorrência de ao menos três casos suspeitos de Covid-19 com intervalo de até 14 dias entre as datas de início dos sintomas. A partir do momento em que ao menos um dos casos é confirmado para a doença via exame RT-PCR (que detecta material genético do vírus na mucosa nasal), o local passa por uma série de ações de controle.

“Todos os surtos são monitorados, o que inclui análise de medidas de prevenção, medidas de isolamento, oferta de exames, de acordo com a peculiaridade de cada situação”, afirmou a secretaria.

O protocolo de realização de exames PCR em Belo Horizonte prioriza a testagem em asilados, profissionais de saúde, pessoas privadas de liberdade ou em situação de rua, pois esses grupos são mais vulneráveis em casos de focos da doença.

Para se evitar surtos em locais de trabalho ou em espaços de confinamento é fundamental que haja reforço nas medidas de higiene (lavagem das mãos, em especial) e uso de máscaras.

De acordo com boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura na terça-feira (4), 913 profissionais de saúde testaram positivo para Covid-19. Até o momento, 315 pessoas em situação de rua com suspeita da doença receberam atendimento médico ou assistencial. 32 idosos tiveram teste positivo para o novo coronavírus e tiveram de ser isolados no serviço de acolhimento provisório.