O recuo ou ampliação da flexibilização em Belo Horizonte, que terá início na próxima quinta-feira (6), vão depender da própria população. O alerta foi feito pelo prefeito Alexandre Kalil, durante coletiva na tarde desta terça-feira (4). Segundo ele, a pandemia não acabou e é necessário que as pessoas continuem adotando as medidas de prevenção à Covid-19.

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Belo Horizonte decretou a quarentena em 20 de março e, desde então, há estabelecimentos que até hoje não reabriram as portas

 
“Essa abertura foi cuidadosamente estudada, meticulosamente estudada, e será feita do mesmo jeito que o fechamento da cidade: com a ciência, com os números. Por isso, esperamos que a população entenda que a pandemia não passou e tem a responsabilidade de manter as máscaras, o distanciamento, porque vai depender dela um novo fechamento ou aumento da abertura da cidade”, frisou o chefe do Executivo municipal.

A partir do dia 4, lojas varejistas e atacadistas, shoppings center e salões de beleza (exceto clínicas de estética) poderão funcionar na metrópole, em horários pré-determinados. 

Os estabelecimentos ficarão abertos até sábado, quando deverão novamente ser fechados e só reabertos na próxima quarta-feira (12). Então, o atendimento ao público deverá ser feito por mais três dias, até sexta-feira.

Essa dinâmica, de acordo com o secretário municipal de Planejamento, André Reis, visa avaliar como a cidade irá se comportar. Havendo aumento dos casos do novo coronavírus ou na demanda por leitos de UTI, a capital voltará à fase zero, quando apenas os serviços essenciais podem funcionar.

Atualmente, a ocupação da terapia intensiva está em 84,4%. Mesmo acima do preconizado para a retomada do comércio - 70% -, a prefeitura entendeu que a flexibilização será possível neste momento.

Isso ocorre, segundo o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, porque nos últimos dias as solicitações de UTI caíram bruscamente. “A pressão (pelos leitos) vem caindo vertiginosamente. Na semana retrasada, chegamos a ter 90 pessoas na fila aguardando um leito. Nos últimos quatro dias, só tivemos quatro. Isso indica que as altas estão sendo maiores que a admissão”, explicou.

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