A partir desta segunda-feira (3) a gasolina começa a ser produzida com nova formulação determinada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Segundo a Resolução 807/2020, o combustível fabricado no Brasil deve ter nível de densidade mínimo, assim como de octanagem.

Na prática, fica estabelecido que cada litro de gasolina tenha densidade de 715 gramas por litro. Até então não existia um parâmetro de densidade. Esse maior "peso" do combustível significa que, com o mesmo volume há maior quantidade de partículas. Isso se traduz em maior geração de energia dentro do motor e consequentemente redução de consumo e emissões na atmosfera. 

Além disso, a octanagem também subiu. Ela corresponde à resistência à pressão do combustível. Com a nova formulação, ela sobe de 87 para 92 octanas, na gasolina comum. Isso significa que a mistura ar-combustível irá se detonar apenas no momento em que a vela de ignição produzir a faísca na câmara. Ou seja, a gasolina não queimará antes da hora e não haverá perda de potência, que ocasiona maior consumo. 

"O ganho de rendimento de 5%, em média, proporcionado pela nova gasolina compensará uma eventual diferença no preço da gasolina, porque o consumidor vai rodar mais quilômetros por litro", explicou a Petrobras,  deixando claro que o produto ficará mais caro.

Prazos

Segundo a própria ANP, as distribuidoras têm 60 dias para entregar a gasolina com as modificações. Por outro lado, o período para os postos substituírem o produto é ainda maior: três meses. O prazo estendido, conforme a agência, permite que distribuidor e posto esgotem seus estoques da formulação atual. 

Ou seja, a antiga gasolina não pode ser mais produzida. Mas isso não quer dizer que ela não poderá ser distribuída e comercializada até o final dos prazos. 

 O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), entidade que representa cerca de 4 mil postos, não tem um levantamento sobre a chegada do novo combustível aos postos mineiros. 

Distribuição e consumidor final

Responsável pela produção de cerca de 90% da gasolina do país, a Petrobras informou que já está produzindo nas refinarias e comercializando aos distribuidores o combustível de acordo com a nova regulamentação.