Belo Horizonte vai ganhar 23 centros comunitários de referência em favelas e aglomerados para o enfrentamento da Covid-19. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde, que confirmou o credenciamento inicial de 57 unidades em todo o país. A ideia é oferecer um primeiro atendimento a moradores com sintomas leves e suspeita de infecção pela doença (ou por síndrome gripal); triagem avançada e encaminhamento. E liberar a capacidade de atendimento da rede de atenção primária nestes locais para as demandas de rotina - exames pré-natais, saúde infantil e acompanhamento a pessoas com doenças crônicas.

De acordo com as diretrizes do ministério, os locais escolhidos devem contar com pelo menos quatro salas -  uma para acolhimento, outra para isolamento dos pacientes sintomáticos respiratórios e mais duas salas para os consultórios médico e de enfermagem. Os recursos para custeio das unidades serão repassados pela pasta à Prefeitura de BH, que supervisionará, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, a gestão dos centros. Eles devem ser integrados às plataformas nacionais de registros de casos.

Cinco dos centros serão do tipo 2, para comunidades até 20 mil habitantes. Os demais, do tipo 1, com população superior a 20 mil habitantes.