A Polícia Civil prendeu nessa quarta-feira (1º) a mãe e o padrasto de uma criança de 9 anos, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por suspeita de abuso sexual.da vítima há pelo menos quatro anos.

O caso começou a ser investigado no último dia 19, quando o pai biológico e uma prima da menina acionaram a polícia. Segundo a delegada Mellina Clemente, a criança gravou um áudio para a avó paterna pedindo ajuda. “A vítima falou para a avó não sentir nojo dela, mas ela tinha percebido que o que acontecia desde quando tinha 5 anos eram abusos sexuais”, afirmou.

O pai biológico é quem tem a guarda da filha, mas a garota passava temporadas na casa da mãe. A delegada explicou que os detidos, que são surdos, têm uma filha de 2 anos, e a grande preocupação da criança era evitar que os abusos também ocorressem com a irmã.

A vítima aponta que as agressões eram cometidas em momentos em que se deitavam para dormir. Além dos abusos diretos, os agentes apuraram também que o casal mantinha relações sexuais na presença da menina. “A vítima também tinha medo de algo acontecer com a irmã de 2 anos, filha do casal preso, enquanto ela não estava lá, pois a mãe e o padrasto também chamavam a irmã mais nova para participar das relações sexuais, o que era impedido pela vítima”, explica a delegada.

DelegadosEquipe da Polícia Civil responsável pelas investigações de abuso sexual contra menina de 9 anos

As investigações apontam que o crime acontecia desde quando a menina tinha cinco anos. Durante o depoimento, a mãe negou o ocorrido o tempo todo. Ela tentou, inclusive, incriminar parentes do pai da criança. Já o padrasto, confessou o crime e detalhou como tudo acontecia.

O suspeito foi preso em casa, no bairro Jardim Vera Cruz, em Contagem. A mãe foi detida no trabalho, no bairro Buritis, região Oeste de Belo Horizonte. Eles vão responder pelos crimes de estupro de vulnerável e prática de relação sexual na presença de criança e adolescente.

Os policiais também cumpriraram mandado de busca e apreensão na casa dos suspeitos e foram apreendidos aparelhos eletrônicos e vários vídeos pornográficos, inclusive várias fotos da filha menor tomando banho.

Ainda de acordo com Mellina Clemente, a vítima passou por avaliação e foi confirmado danos psicológicos em razão dos abusos. Um exame físico realizado no Instituto Médico-Legal (IML) também constatou ruptura do hímen. “Diante da gravidade dos fatos e do risco envolvendo a irmã mais nova da vítima, a PCMG representou pela prisão preventiva dos suspeitos, que foi deferida e cumprida”, finalizou.