O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), lamentou as 1007 mortes causadas pela Covid-19 no Estado, número alcançado nesta quarta-feira (1), e afirmou que o Estado tem feito o que está ao alcance no combate à doença, incluindo a criação de cerca de duas mil vagas de terapia intensiva durante a pandemia. As declarações foram dadas durante pronunciamento na Cidade Administrativa, nesta quarta (assista abaixo), ocasião em que o Estado atualizou o índice RT (taxa de contágio) da enfermidade em Minas.

"Lamento os 1007 óbitos, mas tudo que estava ao alcance do Estado foi feito. Fica a minha solidariedade às vítimas, familiares, amigos. Espero que nós venhamos a passar esse mês de julho, que é o pico da pandemia no Estado, será o mês onde teremos mais casos, provavelmente mais óbitos, de forma adequada", afirmou.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Zema declarou que os esforços são diários e tiveram início em março, com foco em retardar e amenizar o crescimento da curva de casos da Covid em Minas - que tem pico previsto para o dia 15 de julho. Entre as ações citadas no processo, estão a construção do Hospital de Campanha do Expominas (Oeste), que segue sem previsão de abertura; a aquisição de 1047 respiradores, cuja metade, segundo Zema, já foi distribuída; além da ampliação de unidades de terapia intensiva.

Sobre o hospital, Zema comentou que a unidade será aberta "assim que necessário. "Assim que a capacidade de expansão dos leitos nos hospitais estiver caminhando para o esgotamento, o Hospital de Campanha entrará em funcionamento". Nesta quarta, 87,65% dos leitos de UTI e 72,71% das vagas de enfermaria estão ocupados em Minas. 

Em relação à ampliação de vagas, o gestor informou que o total de leitos de UTI em Minas subiu de 1072 em fevereiro deste ano para 3234 nesta semana. Zema afirmou que a adição de unidades segue em curso, com 270 novas vagas entregues nos últimos 15 dias. Entre as regiões que receberam novos leitos, Zema deu destaque à Central, com 275 novas vagas; ao Vale do Aço, com 70; ao Triângulo Norte, com 55; e às 78 na região Centro-Sul. 

Ainda sobre a ampliação de vagas, Zema reforçou que ela é necessária e que nenhuma das mortes por Covid-19 em Minas ocorreu devido à falta de atendimento. "Foi devido, sim, às pessoas que, infelizmente, não resistiram ao vírus", disse. Por fim, Zema declarou que todos os esforços no combate à pandemia foram possíveis a partir dos apoios do Ministério da Saúde, das prefeituras mineiras e dos hospitais parceiros.

Ainda em pronunciamento, Zema pediu o apoio popular no esforço de prevenção à doença em Minas. Segundo ele, "as medidas de precaução continuam sendo necessárias". "O isolamento para aqueles que podem, ou, então, o distanciamento, o uso de máscara e as medidas de higienização", disse.

Taxa RT no Estado

O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, apresentou os dados atualizados sobre a taxa RT no Estado. O índice, que traz o potencial de propagação de vírus, está em 1.10, o que significa que cada pessoa contaminada pela doença pode transmitir, em média, para outras 1.10 pessoas.

"Nós gostaríamos que, neste momento, que chegamos próximo ao pico da epidemia, ele estivesse abaixo de 1", afirmou Amaral. Na última atualização do índice, feita em 10 de junho, a taxa RT estava em 1.27 no Estado.

No início do mês passado, o chefe da SES explicou a importância do acompanhamento da taxa no combate à Covid-19.  "Se você tem uma pessoa que propaga para uma outra pessoa, nós mantemos o nível de transmissão, talvez como se fosse um 'banho-maria'. Já se nós temos uma pessoa que transmite para menos de uma pessoa, nós entendemos que essa epidemia está em fase de remissão, ela está 'desaquecendo'. Já, por outro lado, se uma pessoa transmite para mais de uma pessoa, nós entendemos que há uma tendência de crescimento".