Por falta de provas, o Ministério Público Federal (MPF) em Minas arquivou os inquéritos policial e civil público que investigavam supostas irregularidades na construção do Memorial da Anistia Política do Brasil, em Belo Horizonte.

Conduzido pela UFMG, a partir de um contrato de cooperação com o Ministério da Justiça, o projeto em homenagem às pessoas perseguidas na época da ditadura militar, entre 1964 e 1985, foi posto em suspeita após a Polícia Federal iniciar investigações, em 2017, sobre um possível desvio de cerca de R$ 1 milhão.

Na época, a PF foi ao campus Pampulha da universidade para cumprir mandados de busca e apreensão, levando professores, servidores e alunos para serem ouvidos. Em setembro do ano passado, 11 pessoas chegaram a ser indiciadas. 

Com o arquivamento das investigações, a dúvida agora é sobre a continuidade do projeto, já que Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos afirmou, em agosto do ano passado, que o  Memorial não seria finalizado por falta de dinheiro para concluir as obras. Ela sugeriu que se desse outro destino ao prédio, antiga sede da Fafich, no bairro Santo Antônio.

O Ministério Público havia ajuizado, em setembro, uma ação civil pública solicitando que medidas fossem adotadas pelo governo federal para a retomada da obra. O caso está tramitando no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

A reportagem procurou o Ministério Público Federal e a o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, mas não obteve resposta.

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