Ônibus sem lotação, mas também sem álcool em gel e adesivos no interior para indicar a distância segura entre os passageiros. Assim foi o primeiro dia no transporte público de Belo Horizonte após o início da flexibilização gradual do comércio. A partir desta segunda-feira (25), os coletivos já deveriam circular disponibilizando o produto e com as marcações no chão. 

No entanto, falhas foram denunciadas por passageiros ouvidos pela equipe de reportagem do Hoje em Dia. Procurado, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de BH (SetraBH) informou que, como o decreto é do último sábado, as empresas precisam de um tempo para cumprir as normas. As concessionárias solicitaram um prazo de dez dias.

Em nota, a BHTrans disse que alguns veículos já possuem as marcações e álcool em gel dentro dos ônibus e, até sexta-feira, agentes irão fiscalizar as estações. "As concessionárias comunicaram que estão com problemas de fornecedores, mas que será resolvido ao longo da semana".

Solange

Solange Aparecida saiu cedo de casa para ir ao médico; ela utilizou mais de um ônibus no deslocamento

Usuários

Quem estava no hipercentro da capital e precisou utilizar o serviço falou sobre a situação. Caso da atendente Luciana Castilho, de 27 anos, que lamentou a falta do álcool em gel nos coletivos. “Esperava encontrar o item hoje para todos os passageiros, mas o importante é cada um fazer a sua parte e carregar na bolsa”, lembrou.

Apesar da retomada parcial do comércio e maior presença de moradores nas ruas, os ônibus não estavam cheios nesta segunda-feira. A dona de casa Solange Aparecida, de 54 anos, saiu cedo de casa, no bairro Nova Cintra, e seguiu até o Padre Eustáquio, onde teve uma consulta médica.

No percurso, pegou ônibus vazios. Na volta, a situação também foi a mesma. “Acho que as pessoas estão respeitando as regras e saindo só quando necessário. Tomara que continue assim para que os casos do novo coronavírus não aumentem na cidade”, disse.

Limite

Conforme o decreto da PBH, o número de usuários nos deslocamentos deve ser reduzido. “Serão permitidas viagens com passageiros em pé, mas com um limite máximo de 20 para o ônibus articulado, 10 para o convencional e 5 para o micro-ônibus”. Além disso, os veículos deverão ser sinalizados com os locais de posicionamento dos passageiros em pé.

Durante o período de flexibilização, o transporte coletivo irá operar entre 4h e 24h nos dias úteis e sábados, e entre 5h e 24h aos domingos e feriados.

Estação moveMarcações indicando a distância entre passageiros foram feitas nas estações, mas não no interior dos coletivos