Nem mesmo o isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus é capaz de conter a ação de vândalos, que continuam a depredar monumentos de Belo Horizonte. O último alvo dos bandidos foi uma das mais tradicionais estátuas do hipercentro.

O leão que faz parte do conjunto arquitetônico da Praça Rui Barbosa, em frente à da Estação, foi quebrado. O monumento está sem a cabeça. O vandalismo ocorreu há cerca de 15 dias. Em 30 de abril, agentes da Guarda Municipal encontraram a peça jogada no chão.

Além desse, outros atos lamentáveis também já ocorreram na praça, como a depredação de um dos tigres em setembro de 2017. Na época, a estátua foi completamente destruída.

Na manha desta quarta-feira (13), um morador de rua, que se identificou apenas como José Luiz, criticou a situação. "Moro aqui e fico sentido, pois deixa o local onde vivo mais feio". Outro, que não revelou o nome, contou que o monumento foi quebrado há cerca de três semanas. "E até hoje o reparo não foi feito".

Reparo

O leão que está atualmente na praça é uma réplica. A estátua original foi guardada pela prefeitura. A depredação já foi comunicada à Fundação Municipal de Cultura, que avalia a melhor técnica para a reparação, além dos custos necessários.

No dia em que a equipe de servidores constatou o dano, também foi identificado um enxame de abelhas no interior do monumento, que foi retirado pelo Corpo de Bombeiros.

As intervenções na Rui Barbosa são avaliadas em conjunto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), que é responsável pelo tombamento estadual do local.

Sobre o vandalismo, a prefeitura de BH informou que a Guarda Municipal atua nas ruas realizando rondas a pé ou de carro, “atuando de forma preventiva na cidade contra a depredação do patrimônio público”.

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