A Guarda Municipal fechou 429 estabelecimentos comerciais de Belo Horizonte durante uma operação nesta sexta-feira (8) que fiscalizou o cumprimento das regras de combate ao novo coronavírus na capital. Além dos comércios, os agentes também vistoriaram o uso de máscaras pela população, medida obrigatória desde o dia 22 de abril.

Segundo a guarda, os estabelecimentos fechados não são considerados essenciais e não poderiam estar funcionando, conforme decretos assinados pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD). Desde março, quando começaram a vigorar as regras, as ações já resultaram em 22 mil abordagens de orientação na capital.

Fiscalização GM

Durante a ação desta sexta, uma loja sem alvará, na avenida Olegário Maciel, que era utilizada para jogo do bicho e uso de máquinas caça-níqueis também foi interditada. Duas pessoas que estavam no local foram detidas. A mulher responsável pelo estabelecimento conseguiu fugir.

Fiscalização GM

Os agentes também deram apoio nas agências da Caixa Econômica da região Centro-Sul para a organização de filas e evitar aglomerações de pessoas que buscam o auxílio emergencial de R$ 600,00. 

Fiscalização GM

Multa revogada

A multa de R$ 80,00 para quem for flagrado sem máscaras em espaços públicos de Belo Horizonte, que valeria a a partir do dia 15 deste mês foi revogada pela PBH. O cancelamento foi publicado na manhã desta sexta-feira (8) no Diário Oficial do Município (DOM). Mas o uso do equipamento de proteção individual continua sendo obrigatório na cidade. De acordo com o decreto assinado pelo prefeito Alexandre Kalil, está suspensa, também, a cobrança de R$ 20 mil para quem organizar eventos dentro de carros – conhecidos como "drive-in" – em área pública ou particular. 

Decreto

Atualmente, vigora na capital mineira um decreto municipal que permite apenas comércios considerados essenciais, como supermercados, farmácias, clínicas, armazéns, açougues, postos de combustíveis, lotéricas e padarias. Para esses locais, há restrições de funcionamento, como a obrigatoriedade do uso de máscara e controle de entrada de clientes conforme o tamanho do estabelecimento. 

Regras de funcionamento

Desde 22 de abril, além da obrigatoriedade do uso de máscaras, o acesso de clientes a estabelecimentos comerciais durante a Situação de Emergência em Saúde Pública no Município apresenta algumas restrições. 

O decreto Nº 17.332 exige que os comércios que têm a permissão para funcionar só permitam um adulto por carrinho de compras e o acesso deve ser controlado por método eletrônico ou entrega de cartão numerado e higienizado.

Covid-19 BH

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta sexta-feira (8), há 926 casos confirmados da doença em Belo Horizonte, sendo 25 mortes.