Quarenta e oito horas após afrouxar a quarentena na cidade, a Prefeitura de Sete Lagoas, região Central do Estado, voltou atrás da decisão. A medida ocorre um dia após o Ministério Público (MP) recomendar ao Executivo que revisse a flexibilização, o que poderia comprometer as ações de combate ao novo coronavírus.

Na terça-feira (31), a prefeitura publicou decreto, com validade de 15 dias, liberando o funcionamento de diversos comércios, como oficinas, borracharias, bancos, lotéricas, clínicas de estética, salões de beleza, imobiliárias, escritórios, entre outros. Até então, tinham permissão para manter as atividades os segmentos de indústrias, farmácias, postos de gasolina e pontos de venda de alimentos.

Na contramão

Após a flexibilização, o MP expediu a recomendação à administração municipal, alegando que a decisão "ia na contramão das medidas necessárias de isolamento social para frear o avanço da Covid-19 e garantir infraestrutura hospitalar para eventuais pacientes com contágio da doença".

Atendendo à orientação da promotoria, a prefeitura publicou novas determinações referentes ao tema nesta quinta-feira (2). 

A partir de agora, conforme o documento, estão suspensas as atividades em casas noturnas, de festas e eventos, bares, restaurantes e lanchonetes, clubes, clínicas de estética, salões de beleza e barbearias e templos religiosos de qualquer denominação.

Ainda na quarta-feira, o MP solicitou à Polícia Militar (PM) que autuasse os estabelecimentos que estivessem descumprindo os decretos municipais e estaduais em Sete Lagoas. A recomendação era de que a fiscalização registrasse o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), seguindo o artigo 268 do Código Penal.

Leia Mais:
Número de mortes confirmadas pela Covid-19 dobra em Minas e chega a seis; 53 óbitos são investigados
UPAs de BH recebem tendas para agilizar atendimento e a triagem de pacientes
Falta de leitos preocupa: pesquisa encomendada pela União alerta para essa possibilidade