Como forma de evitar o crescimento acelerado do número de infectados por coronavírus no Brasil, o Ministério da Saúde recomendou, nesta sexta-feira, o cancelamento ou adiamento de eventos, além de proibir cruzeiros turísticos. A pasta também orientou as empresas a estimularem o home office.

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Especialista em políticas públicas, Jair Leme, da Speyside Group, considera as ações essenciais, uma vez que os casos de Covid-19 podem subir consideravelmente nos próximos dez dias. 

Ele diz que algumas medidas podem causar pânico. “Mas estamos tentando diminuir a velocidade da curva da doença que está por vir. Sem precaução agora, o cenário daqui a duas semanas será muito pior”, observa Leme, que também é membro da coordenação do Fórum de Portadoria de Patologias do Estado de São Paulo (Foppesp).

Na avaliação do consultor, não está na hora de fechar fronteiras ou suspender aulas em escolas. “Quando para tudo, trava a economia, impacta na arrecadação dos municípios, por exemplo. Parar a economia por três semanas é sinônimo de muito prejuízo”.

Nesta sexta-feira, o secretário de Vigilância em Saúde do governo federal. Wanderson de Oliveira, orientou que gestores de escolas, cursinhos e faculdades acompanhem os casos registrados nas cidades onde estão e discutam medidas com as autoridades locais. “Não adianta uma só escola suspender as atividades, mas é preciso ação comunitária”. Uma opção seria antecipar as férias de julho e dezembro.

À risca
Seguindo as orientações das autoridades, a startup Gupy, que atua com recrutamento e seleção por meio de inteligência artificial, determinou aos 140 funcionários que trabalhem de casa a partir de segunda-feira, sem estimar quando devem retomar as atividades no escritório.

“Se tiver que ficar 15 dias, ficarão 15 dias. Se necessário um mês, ficamos. Escolhemos fazer o que é mais saudável para o time”, garantiu Guilherme Dias, cofundador da Gupy.

O gestor afirma que a rotina de trabalho não será impactada. “Temos ferramentas e softwares para comunicação com o time. Já definimos políticas e boas práticas de comunicação remota”.