Nove regiões produtoras de queijo artesanal em Minas Gerais participaram, nesta semana, da criação da Associação Mineira dos Produtores de Queijo Artesanal (Amiqueijo) na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em Belo Horizonte. O grupo foi criado com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), do Governo de Minas. A entidade deve estar funcionando até maio deste ano.

Ao todo, as nove regiões produtoras do alimento em Minas somam mais de 200 empreendedores nas cidades ou regiões de Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Mantiqueira, Serra Geral, Serra do Salitre, Serro e Triângulo. Segundo a Amiqueijo, o objetivo é reunir todas as demais associações já existentes no Estado na nova agremiação. Minas é o maior estado em produção de leite e queijo do Brasil.

"A Amiqueijo surgiu da necessidade de termos um representante legal dos produtores mineiros. O objetivo é discutir as legislações em torno do queijo artesanal, alterar os padrões microbiológicos e viabilizar mecanismos de exportação, entre outras coisas importantes", afirmou João Carlos Leite, presidente da Amiqueijo.

De acordo com a Seapa, após a eleição, os envolvidos cuidam da parte burocrática da fundação da associação, que deve ser finalizada em, no máximo, dois meses. Em seguida, segundo Leite, devem vir as parcerias. "Iremos dialogar com o mercado, firmar convênios com instituições de pesquisa e buscar parceiros e recursos para viabilizar projetos de capacitação dos produtores", explicou.

A fundação da associação ocorreu na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em Belo Horizonte, e contou com a presença de representantes do órgão federal, da Seapa, da Emater-MG, do Sebrae e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), apoiadores da iniciativa, além dos presidentes e produtores das associações regionais. 

Benefícios

A Seapa deu apoio à iniciativa, e a Emater-MG, empresa vinculada à pasta, atuou na assistência técnica aos envolvidos. Além dos benefícios para os produtores de queijo artesanal – como melhoria da renda familiar, inserção no mercado formal e geração de novas oportunidades para as famílias do campo –, a criação da entidade traz vantagens também para o estado, conforme o superintendente de Abastecimento e Cooperativismo da Seapa, Gilson Sales. 

"Estamos em um momento de regulamentação e de incentivo a esse mercado. Com a associação estadual ficará mais fácil para o governo se relacionar e fazer consultas aos produtores sobre os projetos voltados para o setor, como na elaboração de atos normativos, por exemplo", afirmou Sales.

Para o analista da unidade de agronegócios do Sebrae, Ricardo Boscaro, o surgimento de uma associação que represente os produtores de queijo artesanal em Minas fortalecerá toda a classe dos trabalhadores do setor. 

"A Amiqueijo vem reforçar a importância que o produtor tem na atividade. Eles são os protagonistas da história do queijo artesanal no estado. As demais instituições envolvidas são parceiras, têm que apoiar o trabalho, mas, com a associação, os produtores terão voz para defender as suas bandeiras", disse.