A Justiça do Paraguai decidiu, neste sábado (7), manter a prisão de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis por uso de passaportes falsos para entrar no país. O promotor Osmar Legal afirmou que solicitou a prisão preventiva porque havia risco de fuga dos irmãos, que já estavam presos. Mais cedo, ele prestou esclarecimentos a uma juíza em Assunção. 

" Apresentaram uma recusa com recurso em subsídio, foi dado trâmite legal mas já dentro da audiência de imposição de medidas, então foram respondidos esses incidentes e posteriormente agora a juíza vai passar a determinar a medida cautelar. Eu me ratifiquei no pedido de prisão preventiva em atenção ao cumprimento dos requisitos de 242, há perigo de fuga e todos os outros requisitos da norma", explicou o representante do Ministério Público.

Veja postagem feita pelo Ministério Público do Paraguai sobre o assunto:

O jornalista paraguaio Edgar Cantero postou em sua conta do Twitter a entrevista concedida pela juíza Clara Ruiz Diaz sobre a decisão de manter a prisão do ex-jogador. A magistrada afirma que ficou claro que o ato dos irmãos atentou contra os interesses da República do Paraguai. Veja:

Na última quinta-feira (5), um dia após chegarem ao Paraguai, Ronaldinho e Assis tiveram os documentos retidos sob suspeita de que seriam falsos. O motivo é que, em novembro de 2018, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou que os passaportes do ex-jogador e do irmão dele fossem apreendidos até que uma multa por condenação ambiental fosse paga.

Prestes a se aposentar dos gramados, o jogador deve fazer, no segundo semestre deste ano, a última partida da carreira no Mineirão, em Belo Horizonte. Fonte ligada ao estádio confirmou ao Hoje em Dia que uma data no mês de julho está reservada para a partida entre os Amigos de R10 e a Seleção do Galo.

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