O que a chuva não apaga está longe de ser fogo de palha. Ao invés de barreira, a água que caiu no início do desfile do Havayanas Usadas foi mais um recado de que o Carnaval de Belo Horizonte é quente o suficiente para enfrentar adversidades.

A Chinelada, bateria do bloco, lavou a alma da multidão que invadiu a Zona Leste. As capas de chuva que cobriam fantasias estavam longe de esconder a alegria da multidão.

E teve de tudo no Havayanas. Participação do vocalista do Corte Devassa, performance da turma do Lá da Favelinha, recado político e de inclusão. Aliás, bandeira do bloco, ela faz com quem pessoas com necessidades especiais tenham um lugar, à frente do trio, protegido por corda.

Assim seguiu o Havayanas Usadas, que fez chover, fez parar e mais do que isso. Fez a alegria de milhares de pessoas. De alma lavada.