A Prefeitura de Contagem, na Grande BH, terá R$ 124,4 milhões para realizar obras de contenção de enchentes. No município, a avenida Teresa Cristina é um dos pontos mais críticos. Nesta quinta-feira (20), o prefeito Alex de Freitas e o governador Romeu Zema (Novo) assinaram um convênio para liberação dos recursos. Serão R$ 22,7 milhões do Estado e R$ 27,8 milhões do município. Esses aportes permitirão a contrapartida de R$ 73,9 milhões em verbas federais.

Com o montante, serão construídas bacias de retenções nos córregos Ferrugem e Riacho das Pedras, além da retomada das obras de uma terceira bacia também no Riacho das Pedras. O convênio inclui obras de prevenção de enchentes, construção de unidades habitacionais para realocação de famílias removidas e de equipamentos públicos que estavam paralisados.

Durante a assinatura, Zema  destacou a importância das obras para evitar transtornos futuros. O governador ainda criticou gestões passadas que não prosseguiram com as intervenções. 

"Na minha gestão não quero iniciar obra nova nenhuma. Se eu conseguir acabar a metade das que foram iniciadas, eu já terei feito demais. O Brasil, infelizmente, se transformou em um cemitério de obras públicas por acabar", declarou.

zema e alex de freitas
Solenidade aconteceu nesta manhã no município da Grande BH
 

Reformas

Zema aproveitou o momento para reafirmar que o Estado está "totalmente alinhado com o governo federal" e destacou que o país precisa de reformas. Além da trabalhista e previdenciária, com os governos de Temer e Bolsonaro, respectivamente, ele citou a necessidade de fazer a reforma tributária e a administrativa.

Na avaliação do governador, o Brasil ficou estagnado por 30 anos pela apatia dos últimos presidentes. "Está na hora de o Brasil reativar aquilo que ficou tanto tempo parado. Com as reformas, o Estado, governo Federal e prefeituras vão adquirir capacidade para fazer aquilo que é relevante", frisou.

Estragos da chuva

Contagem decretou situação de emergência após os temporais que atingiram a cidade no mês de janeiro. 200 pessoas ficaram desabrigadas e duas pessoas morreram em deslizamentos de terra.

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