Um professor do curso de Educação Física da UFMG foi preso no último domingo (26) por lesão corporal. O homem de 48 anos é suspeito de ter agredido a própria companheira com uma cabeçada no nariz, dentro do apartamento deles, no bairro Engenho Nogueira, região Noroeste de Belo Horizonte.

A vítima, de 29 anos, fez uma postagem no Instagram com imagens das marcas da violência em seu rosto e a publicação teve mais de 970 comentários. Segundo ela, o nariz ficou fraturado e será preciso esperar o rosto desinchar para saber se será preciso uma intervenção cirúrgica.

De acordo com o boletim de ocorrência, os dois estavam em processo de separação e haviam acordado deixar o apartamento que tinham alugado juntos, mas a vítima, que trabalha como professora de ginástica, estava incomodada em ver que o ex-companheiro ainda morava na residência.

Ela contou aos policiais que é dona de todos os móveis e decidiu exigir que ele deixasse o apartamento no domingo. Houve discussão entre eles. Na versão dela, o homem ameaçou jogar o celular pela janela do apartamento, que fica no terceiro andar, e a mulher o pegou pela camisa. Nesse momento, ele teria dado uma cabeçada no nariz dela e continuou a ofendê-la.

Já ele contou aos policiais que a briga começou quando ela disse que jogaria as roupas dele pela janela. O homem, então, teria pegado o celular dela, dizendo que, se jogasse as roupas, ele jogaria o aparelho. Afirmou que ela o puxou pela camisa, fazendo-o desequilibrar e, neste momento, ele bateu contra cabeça dela, sem intenção.

À reportagem, a professora contou que o relacionamento teve início em 2014 e foi marcado por discussões referentes a traições que ele teria cometido. Quando decidiram se separar, ela foi para a casa da mãe e combinou que haveria uma mudança de titularidade no contrato de aluguel do imóvel, passando o nome dela para o dele.

Mas como a situação não se resolveu, ela decidiu ir ao apartamento pedir para que ele deixasse o apartamento, que estava no nome dela.

“Se não sair, vou jogar sua roupa pela janela. Nesse instante, coloquei as roupas na cama e ele veio para cima de mim muito agressivo, dizendo que ia jogar o celular do terceiro andar. Nisso, peguei e puxei pela camisa, foi aí que ele se virou contra mim, deu um passo a frente, e me deu cabeçada forte no nariz, vindo a quebrar instantaneamente”, relatou a vítima, que procurou por um vizinho logo após a agressão.

A UFMG foi procurada pela reportagem e se manifestou por meio de nota:

"Sobre a acusação de agressão envolvendo um professor da UFMG, trata-se de uma ocorrência penal, que deve ser tratada primeiramente pelos órgãos responsáveis. A instituição está acompanhando o caso e, se for evidenciada qualquer infração a normas institucionais, tomará as medidas cabíveis. A UFMG reafirma que não coaduna com qualquer tipo de violência e reforça o que prevê a resolução nº 9/2016, que dispõe sobre os procedimentos contra a violação de direitos humanos e pela erradicação de atos discriminatórios no âmbito da Universidade".

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