Um casal suspeito de agredir uma menina de apenas nove meses, em Belo Horizonte, foi preso pela Polícia Civil. Desde o último dia 11, a criança está internada em estado gravíssimo no Centro de Terapia Intensiva (CTI) pediátrico da Maternidade Municipal de Contagem, que fica na Grande BH.

O caso começou a ser investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) depois que a equipe médica constatou que o bebê tinha sinais de esganadura no pescoço e desconfiou que ele poderia ter sido vítima de sufocamento. Até o momento, conforme a polícia, a mãe e o padrasto, além de outras 10 testemunhas prestaram depoimentos.

Na sexta-feira (17), o casal foi detido mediante mandado de prisão. O homem, que tem 25 anos, foi encontrado dentro da casa que morava com a criança. Já a mãe, que tem 28, estava na residência de uma amiga. Por nota, a polícia informou que não irá passar detalhes do caso para não atrapalhar as investigações. Mas disse que "o inquérito deve ser concluído nos próximos dias".

A criança segue sem previsão de alta, segundo os médicos.

Relembre

A mãe e o padrasto levaram a criança desacordada até a UPA Ressaca, no último sábado. Por causa da gravidade, a menina foi transferida para a Maternidade Municipal de Contagem. Na unidade de saúde, os médicos constataram que a garota poderia ter sido vítima de esganadura. Consta no Boletim de Ocorrência que ela apresentava uma marca roxa no pescoço.

Aos policiais militares, a mulher contou que foi acordada pelo companheiro, alegando que eles precisavam levar a criança ao médico, pois a menina estava desacordada no chão da cozinha. Já na versão do padrasto, o casal estava em um churrasco e consumiu muita bebida alcoólica. Em um dado momento, ele teria pedido que mulher fosse embora e cuidasse da criança, que estava dormindo na casa de uma tia dele.

Ainda segundo o homem, por volta das 2h, ele voltou para casa e encontrou a criança sentada no chão da cozinha, vestida apenas com uma camisa e a fralda. Ele teria pegado a menina no colo e colocado na cama, ao lado da mãe. O rapaz disse que saiu do imóvel e, quando retornou, por volta das 9h, afirmou que acordou e foi buscar a menina para tomar banho, momento em que notou que ela estava "mole" nos braços da mãe.

A equipe médica esclareceu para a polícia que, embora não pudessem afirmar, as marcas encontradas no corpo da criança, somadas à falta de oxigênio no cérebro, constatado por exames, levantavam a hipótese de que o bebê poderia ter sido vítima de sufocamento.

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