Mais um homem com suspeita de síndrome nefroneural perdeu a vida nesta quinta-feira (16). Com essa morte, sobe para três o número de óbitos que teriam relação com a intoxicação provocada por dietilenoglicol, substância encontrada em cervejas da Backer. Uma quarta morte, de Pompéu, no Centro-Oeste, segue sob investigação pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). 

De acordo com a Polícia Civil, o terceiro caso é de um belo-horizontino de 89 anos, que estava internado no Hospital Mater Dei, na região Centro-Sul da capital. A identidade dele não foi divulgada. Ainda segundo a corporação, o corpo da vítima deu entrada no Instituto Médico-Legal (IML) às 5h25 e passa por necrópsia na manhã desta quinta. 

A PC relembrou que trata todos os registros como suspeitos de intoxicação pela substância tóxica até que o laudo de cada caso seja concluído. O prazo para finalizar a análise é de 30 dias. O número de notificações da síndrome nefroneural continua em 18 no Estado.

Nesta quinta-feira, o corpo da segunda vítima é velado no Cemitério Bosque da Esperança, na região Norte de BH. O enterro estava previsto para 11h.

Mais lotes e indenização

Subiu para sete o número de lotes de cerveja contaminados pelo dietilenoglicol. A informação foi divulgada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) nessa quarta-feira (15). São seis da Belorizontina e um da Capixaba.  

Também nessa quarta, Amauri Artimos da Matta, coordenador do Procon Estadual, declarou que qualquer pessoa que tenha consumido cervejas dos lotes contaminados tem direito a indenização. Segundo o especialista, para impetrar ação de danos morais é necessário ter a garrafa, a nota fiscal da compra ou o recibo de entrega à Vigilância Sanitária.

Água contaminada

Amostras recolhidas em tanques da fábrica da cervejaria Backer, no bairro Olhos D'Água, região Oeste de Belo Horizonte, indicaram a presença de monoetilenoglicol e dietilenoglicol na água utilizada pela empresa na produção de cervejas. A informação foi confirmada em coletiva na tarde desta quarta-feira (15) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Conforme o ministério, 15 toneladas de monoetilenoglicol foram adquiridas desde 2018. Caso seja comprovado o uso incorreto dos insumos, a Backer pode ter o registro cassado.

 

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