A Polícia Civil de Minas já recebeu notificação de 18 casos suspeitos de pacientes que apresentaram os sintomas da síndrome nefroneural, supostamente intoxicadas pelo dietilenoglicol, segundo a corporação imformou na tarde desta quiarta-feira (15). Destes, quatro casos já foram confirmados. 

Pelo menos duas pessoas morreram após apresentarem sintomas da doença, sendo um homem em Juiz de Fora, que teve a presença da substância química confirmada em seu corpo, e o outro em Belo Horizonte nesta quarta-feira (15). Neste caso, a confirmação de que a morte, de fato, foi provocada por intoxicação após consumo da cerveja contaminada com dietilenoglicol só poderá ser feita após necropsia no Instituto Médico-Legal (IML). 

Além destas duas mortes, há ainda, o caso de uma mulher de 60 anos que morreu em Pompéu também com sintomas da doença, conforme foi divulgado pelo município. Ela esteve no Buritis, em Belo Horizonte, em dezembro, quando teria consumido a cerveja Belorizontina. Neste caso, a relação do óbito com a doença ainda é investigado pelas autoridades competentes e a vítima ainda não entra na lista oficial de casos. 

Investigação

Uma força-tarefa foi criada para investigar as causas da grave doença nefroneural que acometeu algumas pessoas desde dezembro. A hipótese mais provável é que todas elas tenham sido intoxicadas após ingerir cerveja Belorizontina, fabricada pela Backer. Amostras de sangue de quatro pacientes (inclusive do homem que morreu em Ubá) indicaram positividade para dietilenoglicol, substância tóxica usada na indústria como anticongelante. 

Após a ordem do Ministério da Agricultura para recolher todos os 21 rótulos produzidos desde outubro pela Backer, a cervejaria informou ter acionado a Justiça pedindo mais tempo para realizar o recall. Em nota, a empresa disse que precisa de um prazo maior para atender a medida “da melhor maneira possível”. Em coletiva, realizada nesta terça, a empresa pediu aos consumidores que não façam uso das cervejas Belorizontina e Capixaba.

A empresa nega a utilização de dietilenoglicol em seu processo de produção, mas reconhece que a substância foi encontrada no tanque de resfriamento e em garrafas de Belorizontina. Segundo a Backer, a substância usada no processo de resfriamento é o monoetilenoglicol

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