Servidores de hospitais administrados pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) realizaram uma manifestação na porta do João XXIII, na manhã desta quarta-feira (15). Esse foi o primeiro dia de greve por tempo indeterminado de trabalhadores de sete unidades hospitalares ligadas à rede.

Uma passeata também foi feita por ruas do Santa Efigênia e, depois, alguns servidores entraram na sede da Fhemig, no mesmo bairro. 

De acordo com a Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais do Estado de Minas Gerais (Asthemg), os trabalhadores querem o pagamento do 13º salário e reajuste salarial. Ainda segundo a entidade sindical, a paralisação teve adesão de servidores dos seguintes hospitais: João XXIII, Maternidade Odete Valadares, Amélia Lins, Alberto Cavalcante, Júlia Kubitschek, Galba Velloso e o Infantil João Paulo II.

Em nota a Fhemig informou que manifesta pela ilegalidade do movimento deflagrado pela Asthemg, com início previsto a partir do dia 15 de janeiro de 2020. "Esta manifestação se baseia no parecer jurídico da Procuradoria desta fundação, após decisão do Tribunal Superior do Trabalho, não reconhecendo a ASTHEMG/SINDPROS como representante sindical dos servidores da saúde do estado de Minas Gerais", diz o comunicado.

Na noite desta quarta-feira (15), A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) confirmou a paralisação nas unidades Hospital Júlia Kubitschek, Maternidade Odete Valadares, Hospital Alberto Cavalcanti, Hospital João XXIII, Hospital Infantil João Paulo II, Hospital Maria Amélia Lins e Hospital Galba Velloso.

E para minimizar o impacto assistencial, a fundação disse que as unidades se reorganizaram para garantir a manutenção dos serviços.

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