Um integrante da Pavilhão Independente, torcida organizada do Cruzeiro, foi preso na tarde deste sábado (11), na sede do grupo, no Barro Preto, região Centro-Sul de Belo Horizonte. 

A ação envolveu o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas da Polícia Militar (Rotam) e a Polícia Civil, e é um desdobramento da operação Voz da Arquibancada, que já havia detido 11 membros das organizadas Pavilhão Independente e Máfia Azul em dezembro último. Outros cinco eram considerados foragidos.

Durante a ação conjunta em 17 de dezembro de 2019, políciais encontraram bastões de madeira, usados como armas em brigas, na sede da Pavilhão Independente.

O homem detido nesse fim de semana tem 30 anos e tinha mandado de prisão em aberto por associação criminosa. Ele já tinha passagens pela polícia por porte ilegal de arma e lesão corporal.

Segundo o sargento Reginaldo da Silva Araújo, que comandou a ação desse sábado, na chegada dos agentes ao prédio onde fica a sede da torcida organizada, o suspeito tentou sair sem ser visto, mas foi identificado, detido e conduzido à Central de Flagrantes da Polícia Civil. 

Banimento por um ano

Durante a execução da operação Voz da Arquibancada, no mês passado, o MPMG fez uma representação junto à Federação Mineira de Futebol (FMF) para que Pavilhão Independente e Máfia Azul sejam banidas durante um ano de estádios em todo o país e de um raio de 5 quilômetros no entorno deles, em dias de jogos. 

Os dois grupos são rivais e apontados como responsáveis por diversos episódios de violência nos estádios nos últimos meses. O último deles foi em 8 de dezembro, na última rodada do Campeonato Brasileiro, no jogo entre Cruzeiro e Palmeiras, no Mineirão.

Na ocasião, apesar de as duas torcidas do mesmo time terem sido separadas dentro do estádio, inclusive com o uso de tapumes, houve brigas, além de depredação do estádio após a derrota que significou o rebaixamento do Cruzeiro para a série B do campeonato. Na ocasião, a Máfia Azul foi apontada pelo MPMG como a principal responsável. 

Ainda de acordo com o Ministério Público, os incidentes provocaram perturbação da ordem pública, danos ao patrimônio público e privado, além de colocarem em risco a integridade física dos demais torcedores e da população.

O MPMG enfatizou que os órgãos de segurança realizaram diversas tentativas de conciliação entre as organizadas, sem sucesso.

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